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A lenta retoma do turismo português

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A lenta retoma do turismo português
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O setor do turismo português vai ter de aguardar mais alguns dias para saber o que decidiu o executivo britânico em relação ao conjunto de países para os quais os seus cidadãos poderão viajar a partir de 6 de julho, sem necessitarem de 14 dias de isolamento no regresso ao Reino Unido. Afinal a lista só será apresentada na sexta-feira.

Turistas de outros países, ainda que a conta-gotas, já começaram a chegar a Portugal e mostram-se seguros. Um viajante, de visita ao Porto e em entrevista ao canal público de televisão português, RTP, afirmava que Portugal tomou muito boas medidas contra o vírus e que, por isso, se sente seguro.

Mais a sul, no Algarve, uma suiça dizia sentir-se "mais segura" no Algarve do que no seu país porque "as pessoas mantêm dois metros de distância".

A imprensa britânica veiculava, nos últimos dias, que entre os países europeus apenas Portugal e a Suécia estariam na, chamemos-lhe, lista negra, países para os quais os cidadãos de terras de sua majestade Isabel II não podiam viajar sem quarentena.

Um desafio para o país onde, no ano passado, os britânicos representaram 9,4 milhões de dormidas nos espaços hoteleiros, entre janeiro e dezembro de 2019. A região do Algarve, o seu destino de eleição, recebeu mais de metade das dormidas, 5,9 milhões, dados do Turismo de Portugal.

No sábado, o jornal espanhol "El pais" - que se viu obrigado a retratar-se depois de publicar um título que falava de "três milhões de lisboetas" confinados - colocava Portugal entre os países cujos cidadãos não serão obrigados a ficar em isolamento em solo britânico, ou seja, serão obrigados a preencher um formulário para localização no caso de estarem infetados.

Vai demorar tempo para que os países que dependem do turismo, e Portugal começava a lançar-se neste setor, com um recorde de 27 milhões de turistas em 2019, recuperem das perdas criadas pelo confinamento.

Com a incerteza em relação aos turistas estrangeiros as autoridades locais fazem renascer das cinzas o velho slogan "vá para fora cá dentro", ainda que com um novo nome. Uma forma de pedir aos portugueses que façam férias dentro de portas e descubram, ou redescubram, os encantos desse cantinho à beira-mar plantado.