O diretor-geral, Tedros Adhanom referiu que "todos queremos continuar com as nossas vidas, mas a dura realidade é que isto não está nem perto de acabar. Embora muitos países tenham feito alguns progressos, a nível global a pandemia está de facto a acelerar".
Não há fim para a chamada "hibernação nacional", como disse o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, referindo-se à cidade de Leicester. Enquanto o país se prepara para diminuir as restrições relativas ao novo coronavírus, a quatro de julho, esta cidade inglesa está a impor medidas de confinamento mais rigorosas. As lojas não essenciais serão encerradas, as escolas fechadas e não haverá abertura de bares e restaurantes.
O secretário britânico da saúde, Matt Hancock recomendou aos habitantes de Leicester "que fiquem em casa o máximo que puderem" e "que evitem as viagens, exceto as essenciais para, de e dentro de Leicester".
Ainda não se sabe o que causou este surto, mas a antecipação das restrições não surpreendeu a cidade.
Uma residente local conta que as pessoas não mantêm o distanciamento social e metade não usa máscara. E aqueles que a usam, usam intermitentemente. No entanto, afirma que o principal problema está nos grandes ajuntamentos de pessoas.
A utilização ou não de máscara está a tornar-se um fator importante na forma como os países combatem a Covid-19. A Sérvia está a lutar para controlar uma segunda vaga e está a tornar a proteção individual facial obrigatória em público. Uma medida bem recebida pela população.
A Organização Mundial de Saúde emitiu um aviso severo. O diretor-geral, Tedros Adhanom referiu que "todos queremos continuar com as nossas vidas, mas a dura realidade é que isto não está nem perto de acabar. Embora muitos países tenham feito alguns progressos, a nível global a pandemia está de facto a acelerar".
Os especialistas de saúde dos Estados Unidos da América estão, também, a apoiar o uso de máscaras e a exortar a uma ação agressiva para combater o vírus. Apenas dois estados estão a relatar um declínio de novos casos e muitos surtos estão a ser atribuídos a reaberturas precipitadas. O país tem mais dois milhões e quinhentas mil pessoas infetadas. Com a aproximação do feriado do 4 de julho, muitas praias estão a ser encerradas na Florida e na Califórnia.