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Qual o interesse de França na questão Líbia?

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Direitos de autor ABDULLAH DOMA/AFP or licensors
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De  Euronews
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Analistas elencam cenários possíveis. Por outro lado Paris aponta o dedo à ingerência da Turquia no país.

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Apoiantes do marechal líbio Khalifa Haftar saíram às ruas de Bengazi, este fim de semana, em protesto contra a interferência da Turquia na guerra civil do país.

Nas últimas semanas, os dissidentes têm sofrido uma série de derrotas militares fruto, em parte, do apoio de Ancara que tem dado no terreno ao Governo da União Líbia, de Fayez al-Sarraj, internacionalmente reconhecido. Mas se há um líder internacional que junta às críticas contra a Turquia esse líder é Emmanuel Macron.

O presidente francês considera que Ancara não está a respeitar os compromissos da conferência de Berlim, com vista a impulsionar o cessar-fogo. Macron acusa a Turquia de aumentar a presença militar no território e de importar jihadistas da Síria. Fala numa responsabilidade criminal histórica para um elemento da NATO.

Os analistas avançam três cenários para o apoio que Haftar teve do Eliseu. Primeiro, como líder militar secular é um aliado de França na luta contra o terrorismo islâmico na região do Saara, fornecendo apoio militar ao presidente do Chade, Idriss Déby.

Em segundo lugar, alguns analistas lembram que França pode estar interessada em receber uma recompensa, com acesso aos campos de petróleo no leste da Líbia, na eventualidade de Haftar consolidar o poder na região.

Uma terceira motivação elencada prende-se com os laços estreitos entre França e os Emirados Árabes Unidos, pais que apoia Haftar de forma mais ativa e que é um importante cliente da indústria francesa de armamento.

Paris nega acusações de fornecer armamento aos insurgentes ao serviço de Haftar e diz que se opõe à ofensiva contra o governo reconhecido pelas Nações Unidas. Mas a verdade é que quando as forças do Governo da União Líbia tomaram conta de uma base do marechal Haftar encontraram um stock de mísseis anti-carro Javelin de fabrico norte-americano, mas pertencentes a França.

Paris alegou as armas estavam destinadas ao destacamento francês no terreno e que por isso uma violação do embargo internacional de armas imposto pelas Nações Unidas não se coloca.

O executivo francês sublinha que tem um só objetivo na região: o da estabilidade. Defende-se dizendo que ajudou a derrubar o regime de Muammar Kadhafi e que agora deve apoiar a reconstrução do país.

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