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Sul da Europa apoia Grécia no braço-de-ferro com a Turquia

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Líderes do "EuroMed 7"
Líderes do "EuroMed 7"   -   Direitos de autor  Ludovic Marin/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved
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Os países do sul da União Europeia (França, Espanha, Itália, Malta, Chipre e Portugal)apoiam a Grécia, sétimo membro do "EuroMed 7" no braço-de-ferro com a Turquia em relação às reservas de petróleo e gás natural ao largo de Chipre. A Turquia, que em tempos aspirou a aderir à UE, é agora um espinho para o bloco, também devido à venda de armas à Líbia.

Esse apoio foi expresso, sem margem para dúvidas, pelo presidente francês Emmanuel Macron na cimeira dos sete países do sul da União Europeia, esta quinta-feira, na Córsega.

"O nosso objetivo é restaurar relações normais que permitam a estabilidade na região com a Turquia e obter o fim das ações unilaterais e da prospeção de gás e petróleo, além do respeito do embargo à venda de armas para a Líbia por parte das potências da região", disse Macron.

A situação no Mediterrâneo Oriental permanece volátil. A Grécia está a exercer pressão e pede sanções económicas contra a Turquia: "Temos de enfrentar a realidade. Todos sabem que a Grécia, bem como outros países do sul europeu, carregam um fardo insuportável. A Europa tem de passar das palavras de apoio aos atos de solidariedade", disse o primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis.

Ancara já reagiu à cimeira. O governo turco descreve o discurso de Macron como arrogante com laivos coloniais. Nenhum dos lados parece pronto a recuar e continuam os exercícios navais ao largo de Chipre. Não é claro como será alcançada uma resolução para estas contendas.