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Presidenciais dividem Polónia

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Os dois candidatos estão separados por margens mínimas nas sondagens
Os dois candidatos estão separados por margens mínimas nas sondagens   -   Direitos de autor  Czarek Sokolowski/Associated Press
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O atual presidente polaco saiu da primeira volta das eleições presidenciais como favorito. Andrzej Duda arrecadou mais de 43 por cento de votos, mas mesmo assim não tem a reeleição garantida domingo e precisa do apoio da direita. O candidato do Partido da Confederação teve 1,3 milhões de votos mas não quis entregar o apoio a Duda. Logo no discurso da derrota, na primeira volta, Krzysztof Bosak, fez questão de dizer que "nenhum dos candidatos que passou à segunda volta merece apoio."

Com ironia, Konrad Berkowicz, deputado do Partido da direita justifica-se: "O Confederação não apoia oficialmente qualquer candidato. Deixamos essa decisão para os nossos eleitores, que são os mais inteligentes da Polónia e capazes de fazer a escolha."

Jovens podem ser fiel da balança

A escolha dos eleitores mais novos pode ser decisiva este domingo. Jovens que há duas semanas votaram maioritariamente em Szymon Hołownia, o derrotado candidado de centro-esquerda.

É o caso de Maciej Pikor que confessa à Euronews que "muitos apoiantes de Szymon Hołownia não têm candidato na segunda volta e não querem escolher o mal menor", mas Marcel inclui-se na "maior parte" que "vai escolher o menos mau, que é Rafał Trzaskowski."

O candidato da oposição não esconde o namoro a estes 600 mil jovens apoiantes de Hołownia, com quem até conversou em direto nas redes sociais.

Na opinião de alguns analistas, a mobilização da juventude pode ser a chave fundamental para o resultado das eleições presidenciais na Polónia. Łukasz Stach, cientista político da Universidade Pedagógica de Cracóvia considera que "se os apoiantes de Hoovnia forem votar, as possibilidades de Trazkovski aumentam. Por outro lado, se ficarem em casa e os apoiantes de Bosak forem votar, as perspectivas do atual presidente melhoram."

Os dois candidatos percorreram o país de norte a sul nas duas últimas semanas à procura do voto indeciso. Com a maior parte das sondagens inconclusiva, o vencedor pode ser decidido por menos de três por cento.