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ONU aprova ajuda humanitária à Síria

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ONU aprova ajuda humanitária à Síria
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O Conselho de Segurança das Nações Unidas, aprovou, este sábado, a resolução que vai permitir entregar ajuda humanitária na Síria, à zona controlada pelos opositores do regime de Bashar al-Assad, no noroeste do país,

A proposta foi aprovada com 12 votos favoráveis e a abstenção da República Dominicana, da Rússia e da China.

As duas potências mundiais acabaram por sair vitoriosas das negociações, após vários entraves por defenderem as entregas de ajuda humanitária através de uma única passagem, pela Turquia, em detrimento de duas vias.

No entanto, de acordo com representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) e associações humanitárias, a primeira opção representa um risco acrescido, tendo em conta o número de casos de covid-19 na região, além de que duas passagens seriam essenciais para fazer chegar a ajuda humanitária a 2,8 milhões pessoas.

A tensão gerada pelas divergências entre os membros do Conselho de Segurança foi visível na troca de argumentos dos embaixadores da ONU.

Em tom de crítica, Christoph Heusgen, representante da Alemanha e atual presidente do Conselho de Segurança, não quis deixar a reunião sem investir os congéneres da China, Zhang Jun, e da Rússia, Dmitry Polyansky, de uma missão.

"Quando regressarem aos vossos países de origem, Jun e Dmitry, digam que o embaixador alemão pergunta como é que as pessoas que deram as instruções para cortar a ajuda de 500 mil crianças vão conseguir olhar para o espelho amanhã", solicitou Heusgen.

Alemanha e Bélgica recuam

Aliada do governo de Bashar al-Assad, a Rússia justificou com o respeito pela soberania da Síria a passagem única de ajuda humanitária para o noroeste do país.

Para o embaixador-adjunto russo na ONU, as acusações denotam um aproveitamento político da questão.

Em resposta, Polyansky assegurou o embaixador alemão "de que a Rússia é consistentemente a favor de entregas humanitárias à Síria, com pleno respeito pela soberania e integridade territorial dos países e com a coordenação do seu governo legal", defendendo que "esta questão não deve ser politizada".

De lado ficaram propostas promovidas pela Alemanha e a Bélgica, obrigadas a recuar, depois de Rússia e China vetarem três resoluções para tornar possível a ajuda humanitária à Síria.