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Borissov novamente contestado nas ruas

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Borissov novamente contestado nas ruas
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Na capital da Bulgária, mantêm-se a pressão contra Boiko Borissov. O executivo do primeiro-ministro búlgaro enfrenta, desde a semana passada, uma vaga de protestos que reúnem opositores de direita e esquerda, bem como movimentos de cidadãos sem afiliação partidária, que denunciam a corrupção no país mais pobre da União Europeia.

"Sob os olhos da população, há uma mafia e uma pilhagem desastrosa, com uma linha de corrupção que atravessa o governo", afirmava um manifestante.

Outro explicava: "Estou aqui porque tenho vergonha do que está a acontecer no país. Sinto vergonha que os meus filhos testemunhem isto. Um bando ignorante de ladrões está no poder e nós queremos que saia."

Treze anos depois de entrar no bloco comunitário, a Bulgária é o Estado-membro mais afetado pela corrupção, segundo a ONG Transparency Internacional.

Assistimos cada vez mais a uma energia cívica, o que dá sem dúvida nascimento a uma alternativa. Vemos que o governo está a perder cada vez mais a orientação e a noção da realidade. Penso que assistimos à energia para a mudança nas ruas e tenho a certeza de que encontrará o caminho para o parlamento e um próximo governo.
Hristo Ivanov
ex-ministro da Justiça e líder do partido "Sim, Bulgária!"

Há mais de uma década quase ininterrupta no poder, Borissov é acusado de acomodar oligarcas e os escândalos que envolvem os círculos do poder multiplicam-se, incluindo uma investigação ao uso fraudulento de fundos europeus, ou as recentes buscas a gabinetes de próximos do presidente Roumen Radev, que se uniu aos manifestantes para denunciar o "caráter mafioso" do governo.