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Conselho Europeu - Parte 3: "Tudo ou nada para um acordo este mês"

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German Chancellor Angela Merkel speaks with French President Emmanuel Macron, Finland's Prime Minister Sanna Marin, and Sweden's Prime Minister Stefan Lofven, during EU Summit
German Chancellor Angela Merkel speaks with French President Emmanuel Macron, Finland's Prime Minister Sanna Marin, and Sweden's Prime Minister Stefan Lofven, during EU Summit   -   Direitos de autor  Francois Lenoir/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved
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Dois dias de negociações e ainda não houve acordo no Conselho Europeu quanto ao Fundo de Recuperação na resposta à crise provocada pela Covid-19 e sobre o próximo quadro financeiro plurianual da União Europeia.

As reuniões continuam este domingo. O grupo dos frugais exige mais contrapartidas para haver um entendimento.

O Primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, diz que "quando falamos de empréstimos, também precisamos de reformas. Mas se é desejo da maioria dos países de transformar parte dos empréstimos em subsídios, então aí precisamos realmente de saber o que acontece ao dinheiro. Fizemos propostas nesse sentido".

Propostas que estão a dificultar bastante um acordo final, como admite o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte.

"O confronto com Rutte é muito difícil. A sua posição é muito dura, muito fechada, porque ele quer o que quer. O seu pedido de poder vetar, de pedir unanimidade e de envolver o Conselho durante a fase operacional é, de um ponto de vista jurídico e político, não muito praticável".

O grupo dos frugais já conseguiu que o pacote de ajudas a fundo perdido baixasse dos 500 para 450 mil milhões de euros. Deverá também haver o chamado "travão de emergência" que dá a qualquer estado-membro a possibilidade de opor-se ao desembolso de fundos se algum país não estiver a cumprir com os compromissos assumidos.