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Londres evitou investigar Moscovo

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Londres evitou investigar Moscovo
Direitos de autor  Alexei Druzhinin/Sputnik
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As alegadas ingerências da Rússia na campanha para o referendo ao Brexit, em 2016, nunca foram realmente investigadas pelo governo britânico. É uma das conclusões de um relatório de 50 páginas preparado pela comissão parlamentar de Segurança. O executivo é acusado de não tomar medidas concretas para apurar o que realmente aconteceu.

Stewart Hosie, membro da comissão, afirma ser "chocante", uma vez que não se trata de um "mero subterfúgio político": o facto, realça, "é que não se tentou sequer perceber a dimensão das interferências em vários momentos, incluindo o referendo".

Na verdade, o documento foi entregue ao primeiro-ministro, Boris Johnson, em outubro passado, dois meses antes das eleições legislativas que os conservadores arrebataram. O relatório ficou na gaveta até agora sob o argumento da proteção da segurança nacional.

Kevan Jones, membro da mesma comissão, salienta que "o adversário em questão não se vai afastar tão cedo. Há que perguntar aos ministros porque é que optaram por não aprender a lição e mudar coisas, caso fosse necessário".

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, veio prontamente dizer que "a Rússia nunca interferiu em qualquer processo eleitoral em nenhum país do mundo". Já Konstantin Kosachev, líder do comité parlamentar russo dos Assuntos Externos, falou em "teorias da conspiração vindas do nada".

O inquérito surgiu após se denunciar uma estratégia de desinformação russa nas eleições que levaram Donald Trump ao poder. O desfecho do referendo britânico é mais do que conhecido: 52% de votos a favor da saída do bloco europeu.