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Quem matou Rafic Hariri?

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Quem matou Rafic Hariri?
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Quem matou Rafic Hariri? -A morte do primeiro-ministro libanês mudou a face da política do país e dividiu-a em duas grandes fações - uma pró-ocidental e outra fortemente influenciada pelo Irão e pela Síria.

Hariri foi vítima da explosão de um camião-bomba na capital libanesa em 2005, num ataque que matou um total de 22 pessoas e feriu várias centenas.

Era o político sunita mais proeminente do Líbano na altura. Mostrou-se próximo do Ocidente, em oposição ao Hezbollah, o movimento xiita apoiado pelo Irão. Um membro deste grupo foi considerado culpado pela morte de Hariri e três outros foram absolvidos, no julgamento do caso pelo Tribunal Especial para o Líbano, em Haia.

Diz Marwan Hamadeh, deputado libanês e sobrevivente de uma tentativa de assassínio: "Vai ser uma mensagem para dizer que há uma organização no Líbano e noutros lugares do Médio Oriente que tem usado, até agora, o assassinato político como forma de colocar países sob o seu controlo".

há uma organização (Hezbollah) no Líbano e noutros lugares do Médio Oriente que tem usado, até agora, o assassinato político como forma de colocar países sob o seu controlo.
Marwan Hamadeh
Deputado libanês

A morte de Hariri desencadeou protestos de rua generalizados que acabaram por levar à retirada das tropas sírias do Líbano, mesmo se a Síria sempre negou qualquer papel no assassinato. Alguns libaneses vêem este julgamento como uma forma imparcial de desvendar a verdade.

O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallahnega o envolvimento e diz que se trata de uma conspiração israelita para manchar o grupo.

Espera-se que as conclusões do tribunal contribuam para acalmar o atual tumulto no Líbano, ainda profundamente abalado pela explosão do porto de Beirute. As primeiras conclusões apontam para a ignição acidental de toneladas de nitrato de amónio armazenadas num armazém. Ainda estão por desvendar as causas do incêndio que desencadeou a explosão.

15 anos depois da morte de Hariri, o Hezbollah estava a ganhar cada vez mais influência na vida política libanesa, mas vê-se agora no centro da contestação à elite dirigente do país.