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Covid-19: OMS deixa alertas aos jovens e aos governos

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Covid-19: OMS deixa alertas aos jovens e aos governos
Direitos de autor  Matthias Schrader/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.
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O SARS COV-2 continua a ganhar terreno no mundo e a situação da pandemia agrava-se em toda a Europa, no momento em que se aproxima o novo ano escolar.

Em Espanha sente-se já a segunda vaga como 6700 novos casos diários de infeções; em França são 3700 e na Alemanha mais de 1700.

O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Henri P. Kluge, chama a atenção dos jovens: "Estou muito preocupado com o facto de cada vez mais jovens serem contados entre os casos relatados. O baixo risco não significa nenhum risco. Ninguém é invencível. E se não morrerem de COVID-19, podem ficar com o corpo como um tornado, durante muito tempo".

Todas as esperanças estão nas vacinas. A Comissão Europeia reservou 225 milhões de doses da potencial vacina do laboratório alemão CureVac. É a quarta reserva e vacinas feita por Bruxelas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está a conversar com a Rússia para obter informação sobre a vacina mais avançada do país. Para já ficam recomendações aos governos para o outono e inverno.

"Agora é fundamental que os países monitorizem a actividade da gripe e restabeleçam e reforcem a vigilância de rotina para incluir ambos os vírus. E que promovam a vacinação contra a gripe para grupos de risco. Isto é ainda mais importante este ano, uma vez que precisamos de proteger os nossos hospitais e a força de trabalho da saúde", avisou Hans Henri P. Kluge.

As palavras de ordem são, mais do que nunca, "vigilância" e "testes". Muitos especialistas defendem que é o facto de se testar mais que faz aumentar de forma alarmante os números de infetados.

A verdade é que também está a aumentar, de forma preocupante, o número de pessoas nos cuidados intensivos e nas morgues. A Espanha, por exemplo, viu morrer numa semana 131 pessoas e na Ucrânia foram 40 num só dia. Na Alemanha faleceram 10 pessoas nas últimas 24 horas.

A pandemia já matou no mundo quase 788 mil pessoas.

O mundo inteiro está de ouvido atento ao anúncio de vacinas no mercado. Em Portugal, o primeiro-ministro, António Costa, já prometeu vacina "universal e gratuita". Só falta saber quando.