Última hora
This content is not available in your region

Um mar de gente em protesto na capital da Bielorrússia

euronews_icons_loading
Um mar de gente em protesto na capital da Bielorrússia
Direitos de autor  Evgeniy Maloletka/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.
Tamanho do texto Aa Aa

Os contestatários da vitória eleitoral de Lukashenko voltaram este domingo a expressar com convicção, nas ruas de Minsk, o desejo de mudança.

Um mar de gente encheu as artérias da capital bielorrussa e de muitas outras cidades do país, numa manifestação pacífica mas determinada, como mostram as palavras de uma manifestante:

"Estou chocada com as mentiras e violência que reinam no nosso país. Tenho três filhos e três netos, quero que vivam num país livre, que tenham liberdade para expressar as suas opiniões, que tenham boas perspetivas de vida".

Nos países vizinhos foi dia de ações de solidariedade com os bielorrussos. Na Lituânia realizou-se uma cadeia humana, designada "Via da Liberdade", em solidariedade com os bielorrussos, que se estendeu por 32 quilómetros, de Vilnius a Medininkai, próximo da fronteira com a Bielorrússia. A iniciativa contou com a presença do presidente lituano, Gitanas Nauseda e dos seus antecessores Dalia Grybauskaite e Valdas Adamkus.

A Via da Liberdade foi também a comemoração do 31° aniversário da Via Báltica. Em Agosto de 1989, cerca de dois milhões de lituanos, letões e estónios formaram uma cadeia humana de 600 quilómetros de comprimento, que foi nomeada como a Via Báltica. Tornou-se bem conhecida como uma expressão de liberdade e como um protesto contra a ocupação contínua pela União Soviética.

A Via da Liberdade de apoio aos bielorrussos começou no centro de Vilnius e foi marcada pelo desfraldar das bandeiras bielorrussa e lituana, com 200 metros de comprimento.

Os participantes transportavam gladíolos, flores com as quais muitos se encontraram na Via Báltica há 31 anos. A maioria dos participantes estava vestida de branco. As cores branca e vermelha são o símbolo do protesto pacífico da Bielorússia contra o regime do presidente Alexander Lukashenko.

Na Ucrânia houve também cadeia humana entre a Praça da Independência e a embaixada da Bielorrússia, em Kiev. Alguns participantes gritaram palavras de ordem e queimadas fotografias de Lukashenko.

Lukashenko manteve-se este domingo longe dos olhares públicos. Canais próximos do poder mostraram vídeos seus na plataforma Telegram a passear de helicóptero e a proferir comentários depreciativos sobre os manifestantes, assim como as imagens da visita a uma fábrica de processamento alimentar, no sábado.