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Pais optam por ensino em casa em Espanha

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Pais optam por ensino em casa em Espanha
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Em Espanha, o fim do Verão significa, como no resto da Europa, um regresso às aulas no contexto particular da pandemia de coronavírus.

Mas, para os filhos de Ruth, a sala de aulas será em casa, com a ajuda de um professor privado. Esta mãe decidiu continuar o ensino em casa, por receio de que os filhos sejam contaminados, o que lhe significaria uma quarentena que lhe poderia custar o emprego.

Ruth García Ramos:"É raro que, ao longo do ano escolar, entre outubro e maio, os meus filhos se levantem de manhã sem nenhum destes sintomas. Preciso de uma alternativa que não afete, no meu caso, o meu nível profissional, e que não comprometa a educação dos meus filhos."

Um número crescente de pais em Espanha tem decido manter-se afastado dos estabelecimentos escolares, com receio pela segurança dos filhos.

Alguns optam por recorrer à rede Madres de Día, que oferece acolhimento a um número reduzido de crianças em residências privadas.

Ainhoa Limón, empregada da Rede Madres de Día:"Nas Madres de Día, nas nossas casas, há muito poucas crianças que ficam doentes. Um grupo de quatro não é a mesma coisa que um grupo de vinte e, nesse sentido, há menos probabilidades de contágio."

As autoridades espanholas avisaram que o ensino em casa não é autorizado no país e que as crianças devem frequentar os estabelecimentos de ensino.

Mas uma plataforma reuniu 30.000 famílias para exigir o direito de continuar a escolarizar as crianças em casa, com recurso às aulas por internet.

Veronica González, Plataforma DERPA (Derecho a Enseñanza Sin Riesgo en Pandemia - Direito ao Ensino Sem Risco durante a Pandemia, em português): "Por um lado, as autoridades sanitárias recomendam que não nos juntemos com mais de dez pessoas mas, por outro, querem os nossos filhos nas escolas, juntos em aulas com 25 alunos."

Jaime Velazquez, euronews: "Uma sondagem recente diz que 60 por cento dos pais não querem pôr os filhos na escola em setembro. Consideram que não existe um plano credível para garantir a segurança nas escolas, a poucos dias do regresso às aulas."

Sindicatos em Madrid convocaram uma greve até considerarem que a segurança de professores e alunos está garantida.

Isabel Galvín, sindicato CCOO:"As estruturas que temos são insuficientes. Não há pessoal médico suficiente e não chegaram máscaras e outro equipamento para proteger os professores."

Com uma taxa de 400 infeções por 100.000 habitantes, Madrid está muito acima das recomendações da Organização Mundial de Saúde para um regresso seguro à escola, mas as autoridades regionais insistem em que o risco de transmissão é bastante reduzido e que as crianças podem apanhar a Covid mais facilmente fora do que dentro das aulas.