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"Se a Bielorrússia cair, a Rússia será a próxima"

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Alexander Lukashenko durante a entrevista a jornalistas russos
Alexander Lukashenko durante a entrevista a jornalistas russos   -   Direitos de autor  Nikolai Petrov/BelTA
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O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, afirmou numa entrevista a órgãos de comunicação social russos que se o seu país cair, o seguinte será a Rússia.

O chefe de Estado reconheceu que talvez tenha ficado demasiado tempo no poder, mas recusou qualquer diálogo com a oposição. Admitiu eleições antecipadas, mas apenas após uma reforma constitucional.

Alexander Lukashenko afirmou que esta crise é algo "muito doloroso e até trágico, mas isso não significa que vá desistir." O presidente bielorrusso assegurou que antes de morrer, vai "proteger o que foi construído, proteger as pessoas que o construíram, pois elas são uma maioria esmagadora." No entanto, avisa o aliado Vladimir Putin que "se a Bielorrússia cair, a Rússia será a próxima".

Sobre a detenção, na manhã de terça-feira, da líder da oposição Maria Kolesnikova, Lukashenko afirmou que ela tinha tentado fugir ilegalmente para a Ucrânia. A oposição, no entanto, afirma que Kolesnikova foi sequestrada e coagida para deixar o país, no entanto recusou-se e rasgou o próprio passaporte.

Kolesnikova é a última de três mulheres que lideram a oposição a Lukashenko, que permanece na Bielorrússia.

Os membros do Conselho de Coordenação contaram que Maria Kolesnikova foi levada à força numa carrinha por agentes bielorrussos não identificados. Anton Rodnenkov afirmou que a meteram no banco de trás do veículo, que a trancaram. Durante todo esse tempo, garante que Kolesnikova gritava "que não ia a lado nenhum".

A perseguição aos membros do Conselho Coordenador tem aumentado, nos últimos dias. A União Europeia tem vindo a exigir que as autoridades bielorrussas libertem todos os prisioneiros políticos.