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Protestos em Angola pela morte de um médico nas mãos da polícia

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luanda   -   Direitos de autor  AFP
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Centenas de pessoas protestaram, este sábado, em Luanda, contra a brutalidade policial depois de um médico, detido por conduzir sem máscara, ter morrido sob custódia.

A polícia afirma que Sílvio Dala morreu de ataque cardíaco mas o corpo surgiu na morgue coberto de sangue com cicatrizes na cabeça, o que levantou muitas questões na sociedade angolana.

Nas ruas pede-se justiça. Um manifestante afirma: "Por simples motivo de não usar a máscara corretamente, ou não, estão-se dizimando muitos angolanos. Então, nós pedimos a justiça para todos esses angolanos que estão ser dizimados nesta época toda".

Segundo os manifestantes, vários cidadãos angolanos terão morrido às mãos das forças da ordem desde que entraram em vigor as regras de combate à pandemia. Só nos meses de maio e junho terão sido abatidos a tiro sete jovens.

Acredita-se que Sílvio Dala, de 35 anos, terá sido a última dessas vítimas. A marcha foi organizada pelo sindicato dos médicos, que promete recorrer aos tribunais para que sejam apuradas as circunstâncias em que ocorreu a morte do médico. A polícia angolana anunciou a abertura de um inquérito.

Desde que em março o governo impôs restrições para combater a pandemia, o exército está nas ruas para ajudar as forças policiais.

Mas neste país do sudoeste africano, cada vez mais empobrecido, a sobrevivência em condições de pobreza e falta de serviços básicos prevalece sobre as preocupações com a pandemia de coronavírus, que infetou pouco mais de 3.200 pessoas e matou pelo menos 131 até à data.

A revolta dos cidadãos exprime-se nas ruas e nas redes sociais: