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Washington decreta novas sanções contra Cuba

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cuba   -   Direitos de autor  AP Photo
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Donald Trump aumenta a pressão sobre Cuba. Esta quarta-feira o presidente dos EUA anunciou novas sanções destinadas a estrangular o setor turístico do país. Sanções que proíbem os americanos de, entre outras coisas, permanecerem nos hotéis da ilha.

Trump está a tomar estas medidas com um objetivo político claro: o de tentar conquistar o voto dos cubanos no estado chave da Florida, quando faltam menos de seis semanas para as eleições.

Na cerimónia de homenagem aos veteranos da Baía dos Porcos afirmou: "Hoje reafirmamos a nossa inabalável solidariedade para com o povo cubano e a nossa eterna convicção de que a liberdade prevalecerá sobre as forças sinistras do comunismo, Hoje, declaramos o compromisso inabalável dos Estados Unidos para com uma Cuba livre. E eles tê-la-ão. Tê-la-ão muito em breve".

O presidente cubano, Miguel-Díaz Canel, respondeu pelo Twitter, dizendo que o povo cubano "nunca renunciará à sua soberania" e derrotará a "política cruel e criminosa" dos Estados Unidos.

Entre os cubanos, há a sensação de que estas sanções são mais do mesmo.

"Tudo o que fazem é para continuar a esmagar-nos, para continuar a bater-nos, para que não tenhamos dinheiro, para que nenhum dinheiro entre no país, para que pense que estamos a morrer de fome". Mas nós, cubanos, somos fortes e vamos seguindo em frente", diz uma mulher em Havana.

Trump está a apertar as malhas numa altura em que Cuba enfrenta sérias dificuldades económicas, exacerbadas pelo encerramento das fronteiras devido à pandemia. Dificuldades que se refletem na crescente escassez de alimentos e de produtos básicos.

As novas sanções não só proíbem os americanos de permanecerem em todos os hotéis da ilha, mas também eliminam a última porta de entrada no país: o pretexto de participarem em reuniões e conferências profissionais.

As medidas atingem também outros dois setores muito importantes, os da produção de charutos e de rum, uma vez que é proibido comprar estes produtos para os levar para os Estados Unidos.

Estas medidas estão muito longe do descongelamento das relações bilaterais que Barack Obama pôs em marcha no final do seu último mandato na Casa Branca.

De acordo com os meios de comunicação social norte-americanos, as políticas de Trump presidente não se coadunam com as ambições de Trump empresário. Em 2008, Donald Trump terá solicitado às autoridades cubanas o registo da sua marca para investir em hotéis, casinos e restaurantes, entre outros negócios, na ilha.