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"Estou a sentir-me bem", diz Donald Trump

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Donald Trump escreve pelo Twitter estar bem e médicos confirmam
Donald Trump escreve pelo Twitter estar bem e médicos confirmam   -   Direitos de autor  AP Photo/Alex Brandon
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Donald Trump escreveu no Twitter estar a sentir-se bem e agradeceu à "fantástica" equipa do centro médico Walter Reed, para onde foi transferido sexta-feira, um dia após anunciar estar infetado com o novo coronavírus.

Médicos, enfermeiros e todos no excelente Centro Médico Walter Reed, assim como outras noutras igualmente incríveis instituições que se lhes juntaram, são fantásticos.

"Tem sido feito um tremendo progresso nos últimos seis meses no combate a esta praga.

"Com a ajuda deles, estou a sentir-me bem.
Donald Trump
Presidente dos EUA

O Presidente dos Estados Unidos anunciou quinta-feira, igualmente pela internet, que ele e a mulher, Melania, estavam infetados e na sexta-feira foi anunciado que o chefe da Casa Branca tinha sido hospitalizado devido à Covid-19.

Alguns relatos anónimos, alegadamente de dentro da Casa Branca, sugeriram que a situação de Donald Trump era grave e que ele teria inclusive necessitado de estar ligado a um ventilador antes de ter sido transferido para o hospital.

Os médicos que este sábado falaram aos jornalistas não desmentiram essa informação de um momento anterior à chegada ao hospital, limitando-se a dizer que este sábado o Presidente não havia necessitado de oxigénio e que até já brincava, admitindo sair da clínica pelo próprio pé.

Temos estado a vigiar as funções cardíacas, renais e o fígado. Tudo parece estar normal.

"Esta manhã, o presidente não esteve a oxigénio nem sentiu dificuldade em respirar quando caminhou pela unidade médica da Casa Branca.

"Está excecionalmente bem disposto. De facto, enquanto completávamos esta manhã a nossa vistoria multidiciplinar, o que ele nos disse foi: 'Sinto-me capaz de sair daqui a andar, hoje'

"Foi um comentário muito encorajador do Presidente.
Sean Dooley
Pneumologista do Centro Médico Walter Reed

Antes, outro médico, Sean Conley, já havia dito que "o presidente estava bem" depois de ter padecido de febre, tosse, ligeira congestão e fadiga, mas que os sintomas "diminuíam e havia melhoria".

Foi depois desta primeira atualização que uma fonte próxima da situação revelou "off the record" que "os sinais vitais" de Donald Trump "nas últimas 24 horas tinham sido muito inquietantes". "As próximas 48 horas serão críticas em termos de saúde. Não temos ainda uma ideia clara sobre a recuperação", acrescentou a mesma fonte.

Uma outra afirmação do médico Sean Conley levantou algumas dúvidas sobre o início do problema de Donald Trump, quando especificou que o primeiro diagnóstico tinha ocorrido há "72 horas", o que naquele momento indicava que a infeção teria sido confirmada quarta-feira e não quinta, como sugerido pelo próprio.

A Casa Branca procurou corrigir as palavras do clínico, garabtindo que ele estava a referir-se ao terceiro dia e não ao início da infeção.

Depois da mensagem escrita, que também alimentou a controvérsia sobre o verdadeiro estado de saúde do Presidente, foi publicado três horas depois um vídeo na conta pessoal com Donald Trump a admitir ter-se sentido mal num certo momento, mas estava "muito melhor".

A lista de infetados no círculo próximo de Donald Trump continua a aumentar e inclusive o senado decidiu suspender os trabalhos devido à propagação do vírus..

Depois da mulher e da conselheira Hope Hicks, que poderá ter sido a origem deste surto na Casa Branca, também o diretor de campanha para as presidenciais de 3 de novembro, Bill Stepien, foi diagnosticado com o novo coronavírus, assim como três senadores republicanos e a antiga conselheira Kellyanne Conway.