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Há 30 anos a Alemanha reunificava-se

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Há 30 anos a Alemanha reunificava-se
Direitos de autor  Peter Dejong/AP1990
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Há 30 anos, na Alemanha, uma revolução pacífica levava à reunificação das partes Ocidental e de Leste. Uma época de grandes mudanças e transformação.

Recentemente, a chanceler alemã, Angela Merkel, elogiava a criatividade e as conquistas dos alemães do lado oriental que, muitas vezes, tiveram de se reinventar e a partir do zero.

Marco Wanderwitz, deputado da CDU de Merkel e representante especial do Leste, era apenas um jovem na altura mas, para ele, a reunificação foi "um grande momento". Por um lado, o desnudar da ditadura e por outro passar do _"Nós somos o povo" _para "Somos um povo". A reunificação foi "um grande presente, acabou com a divisão e o povo voltava a viver num país comum, numa democracia", refere.

No entanto, permanecem algumas importantes clivagens: os salários e as pensões, por exemplo, são em geral mais baixos nas antigas regiões de Leste. Foram feitos alguns progressos mas a ideia de colocar toda a Alemanha ao mesmo nível, em termos de desempenho económico, é ainda uma miragem e, de alguma forma, inatingível. Marco Wanderwitz esclarece que em algumas áreas, e é a sua opinião pessoal, por muito esforço que se faça, não se chegará, cem por cento e em termos médios, ao nível da região ocidental. Porque não há regiões dinâmicas, em termos económicos, como o Reno Médio ou Munique, entre os cinco novos estados federais. Mas também por são territórios menos povoado, quer isto dizer que as condições são, completamente, diferentes, conclui.

A reunificação alemã é, frequentemente, mencionada como uma história de sucesso. Mas muitos dizem que a diferenciação entre Ocidente e Leste, a existência de um representante especial para o Leste, deve acabar. Sobre a matéria Wanderwitz arrisca dizer que se dentro de dez anos se celebrar o 40º aniversário da unidade, o que significa que se atinge o mesmo número de anos em relação ao tempo em que existiram duas Alemanhas, nesse acaso esse representante especial deixará de fazer sentido até porque, frisa, "não há um representante bávaro".