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UE instou Ucrânia a não descurar reformas

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UE instou Ucrânia a não descurar reformas
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A União Europeia enviou uma mensagem clara à Ucrânia: as reformas e a luta contra a corrupção têm de prosseguir. A cimeira entre as duas partes, terça-feira, em Bruxelas, serviu para saudar os progressos feitos sob a presidência de Volodimir Zelenski, mas com alertas para não desviar o rumo.

O chefe diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, sublinhou que o apoio do bloco não é incondicional: “Não somos uma organização não-governamental, não estamos agindo apenas por caridade. Estamos a agir porque é do nosso interesse ajudar a Ucrânia a desenvolver-se e a ser um país livre, próspero e seguro. Este é o propósito de nossa ajuda, que está condicionada a reformas para atingir alguns objetivos que temos em comum".

Foram assinados seis novos acordos financeiros num total de quase 400 milhões de euros, incluindo ajuda para combater a pandemia de Covid-19.

Mas o risco de retrocesso na luta contra a corrupção existe, segundo Amanda Paul, analista no Centro de Política Europeia, em Bruxelas: "Do lado da União, há algumas preocupações de que haja retrocessos nas reformas na Ucrânia, particularmente nas medidas anti-corrupção. Algumas decisões tomadas nos últimos meses deixaram realmente preocupados os líderes da União".

Situação na Crimeia

No que se refere à Crimeia, anexada pela Rússia ha seis anos, a União Europeia reiterou o seu apoio à integridade territorial da Ucrânia e, recentemente, juntou mais duas pessoas e quatro entidades na lista de sanções aplicadas a responsáveis pela construção da ponte que liga a Rússia à península.

Mas a Ucrânia pede a criação de uma plataforma internacional para monitorizar a situação, segundo Emine Dzhaparova, vice-ministra dos Negócios Estrangeiros: “Esta é uma ocupação contínua, não acabou em 2014. Acontece todos os dias. Por isso, é muito importante enfrentar as consequências e consolidar os esforços internacionais para procurar formas de responder melhor aos desafios em termos de militarização e segurança".

A União Europeia voltou a apelar à Rússia para que liberte, imediatamente, todos os cidadãos ucranianos presos, ilegalmente, na península da Crimeia, incluindo os ativistas da minoria tártara.