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Novas detenções em Minsk

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Novas detenções em Minsk
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Mais um domingo de protestos na capital da Bielorrússia mas desta vez a polícia de choque, vestida de negro e transportada num autocarro descaracterizado, interrompeu a passeata e deteve dezenas de pessoas. De acordo com um grupo de defesa dos Direitos Humanos, o Viasna, pelo menos 39 pessoas foram detidas em Minsk e cerca de uma dúzia de outras em outras cidades. Uma ação que acontece um dia depois do presidente Alexander Lukashenko ter visitado figuras da oposição que estão presas.

Também no sábado, Sviatlana Tikhanovskaya foi autorizada a falar por telefone com o marido, que está preso.

Durante a chamada telefónica, disse que era preciso agradecer aos bielorrussos acrescentando saber que não podem recuar e garantindo que nunca o farão "até que todos sejam libertados e tenhamos novas eleições."

Questionada pelo marido sobre o seu encontro com Macron e Merkel.

Svetlana Tikhanovskaya disse que são "pessoas simpáticas"." Eles apoiam-nos. Não reconhecem a legitimidade de uma pessoa. Acreditam na nossa vitória", acrescentou.

Alexander Lukashenko ter-se-á deslocado à prisão para discutir reformas constitucionais. A assessoria do presidente dizia, em comunicado, que "o objetivo" era "ouvir a opinião de todos".

O que se falou, de facto não se sabe, foi apenas divulgado um trecho no qual Lukashenko diz "Estou a tentar convencer não apenas os vossos apoiantes, m as toda a sociedade de que é preciso olhar para as coisas de uma forma mais abrangente".

à mesa sentaram-se, e entre outros, Viktor Babaryko, um banqueiro que era visto como grande rival de Lukashenko às eleições;Liliya Vlasova, uma advogada que é membro do Conselho de Coordenação da oposição criado para garantir uma transferência pacífica de poder; e Vitali Shkliarov, estratega bielorrusso que trabalhou na campanha presidencial do senador Bernie Sanders e foi conselheiro da oposição do seu país.