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Cuba vai ter a sua primeira lei de proteção animal

Um cão cubano no protesto de abril de 2019
Um cão cubano no protesto de abril de 2019 Direitos de autor Ramon Espinosa/Copyright 2019 The Associated Press. All rights reserved.
Direitos de autor Ramon Espinosa/Copyright 2019 The Associated Press. All rights reserved.
De  Euronews
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O texto daquela que será a primeira lei de proteção animal em Cuba irá ser aprovado em novembro. A legislação poderá ter impacto nas conhecidas lutas de cães e galos na ilha.

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Não se trata da velha máxima do burro e da cenoura mas um avanço na proteção animal em Cuba. Pela primeira vez, o país conhecido pelas lutas de cães e galos irá aprovar em novembro a primeira lei de proteção animal da sua história. Mas... há quem não acredite que certas práticas tenham os dias contados, como a luta de cães.

"Ninguém vai acabar com isto porque vão continuar a existir lutas de cães, noutras partes do mundo elas existem", explica um treinador de cães de combate.

Os treinadores de galos de luta acreditam que a lei não vai afetar à prática, já que existem regras. "Existem regras em relação aos galos, é como o Boxe, uma série de regras que são como um desporto, não tem nada a ver com as lutas de cães", explica um treinador de galos.

Embora não se trate de um milagre e o fim do sofrimento animal num país onde os sacrifícios religiosos são uma prática comum, é um passo em frente. Muitos dos que lutam pela proteção dos bichos vão ter finalmente a uma lei, muito à conta daquele que foi o primeiro protesto independente e não político autorizado na ilha, uma manifestação de 500 pessoas a pedirem legislação de proteção animal, em abril do ano passado.

Estão previstas multas e penas de prisão, mas o objetivo e longo prazo não é punir, diz Maria Gloria Vidal, presidente do Comité Nacional para o Bem-Estar Animal. "Não temos que punir ninguém por cometer atos cruéis ou degradantes contra os animais. É um processo educacional porque estamos a educar as pessoas a atuar de forma correta com os animais", afirma.

A lei a ser adotada contempla também a criação de refúgios, coisa que, até agora, aos olhos do Estado, não existe.

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