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Comerciantes e fornecedores protestam na Europa contra restrições

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Cozinheiros em protesto em frente ao panteão de Roma com as mensagem "#cozinheiros", "#estamos por terra", "#restaurantes" e "#inovação"
Cozinheiros em protesto em frente ao panteão de Roma com as mensagem "#cozinheiros", "#estamos por terra", "#restaurantes" e "#inovação"   -   Direitos de autor  Mauro Scrobogna/LaPresse
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Protestos contra o encerramento ou limitações nas atividades comerciais na Europa. Em Itália, os donos de espaços de restauração e lojas saíram um pouco por o país depois de o governo ter decretado o encerramento de bares e restaurantes a partir das seis da tarde para travar a pandemia de Covid-19.

"Estamos a protestar porque queremos representar todos os proprietários de lojas. A questão não é o encerramento dos bares e restaurantes mais cedo, o verdadeiro problema é a crise para todos os fornecedores", diz Francesca Romana Piccoli, torrefatora de café.

Em Berlim, na Alemanha, milhares de comerciantes também se manifestaram contra as restrições. Receiam que os negócios fiquem paralisados durante várias semanas. Mais de 15 mil casos diários de coronavírus foram registados em todo o país nos últimos dias. A chanceler alemã considera avançar com um confinamento parcial.

Em Espanha há a mesma preocupação. Em Barcelona, centenas de pessoas protestaram contra o recolher obrigatório parcial implementado em todo o país, com exceção das Ilhas Canárias. As autoridades avisam que podem avançar com mais medidas.

Gabriela Donaire, proprietária de dois restaurantes em Badalona, na Catalunha, diz que é "a ruína. É a morte. Temos empréstimos e famílias que dependem de nós e a verdade é que tem sido muito difícil. Estamos aqui para apoiar todos os que estão ligados ao setor da restauração porque não são apenas os restaurantes, há os comerciantes e muitas famílias por detrás disto, por isto estamos aqui para lutar e nos apoiarmos".

Na República Checa, cerca de uma centena de pessoas protestou em Praga contra as medidas do governo. A manifestação de até 100 pessoas é autorizada se for em grupos de 20 e com máscara. A polícia selou, por isso, o perímetro para impedir que mais manifestantes se juntassem.

O país já contabilizou mais de 280 mil casos, metade dos quais registados nas últimas duas semanas.