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Recorde de chegada de migrantes às Canárias

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A crise migratória nas ilhas canárias bateu o recorde que datava de 2007 quando se viveu a crise das barcaças. Mais de 1800 migrantes foram resgatados em embarcações este fim de semana e pelo menos uma pessoa morreu. O número de imigrantes ilegais é difificl de contabilizar e poderá ser maior do que o anunciado pelas autoridades.

Gerardo Santana, responsável da Cruz Vermelha, explica que "não temos sequer contabilizados os numeros de forma exata porque o navio ou o avião localiza 4 a 5 barcaças ao mesmo. Na última noite recolheram, avistaram, localizaram 4 embarcacoes juntas. Umas aträs das outras. No fim de conras é tremendo o que estã acontecer.

Só este domingo, mais de 800 migrantes chegaram ao arquipélago em pequenas embarcações oriundas do litoral da África, além dos quase 1.100 que chegaram no dia anterior, o que dificulta a resposta por parte das autoridades espanholas, num cenário de pandemia total de coronavírus.A chamada rota atlântica, utilizada por traficantes de seres humanos para transferir imigrantes, foi relançada nos últimos meses, em frente à rota mediterrânea, mais complicada pelos controles exercidos pelo Marrocos nestes meses de pandemia.

Por isso, as Ilhas Canárias sofrem uma pressão migratória especialmente crescente neste ano, com 11.409 imigrantes irregulares do continente africano nos primeiros dez meses do ano, 5.328 deles somente em outubro passado, segundo o Ministério do Interior.

A comissária europeia do Interior, Ylva Johansson, garantiu esta sexta-feira, 6, na ilha espanhola de Gran Canaria, que a União Europeia assume a crise migratória que afecta este arquipélago, fronteira sul da UE com África, como um desafio que exigirá a envolvimento e solidariedade de todos os seus países membros da União.