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Paz em Nagorno-Karabakh

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Paz em Nagorno-Karabakh
Direitos de autor  AP/Russian Defense Ministry Press Service
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Chegou-se a um acordo de cessar-fogo em Nagorno-Karabakh.

O documento foi assinado na segunda-feira pelo presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, pelo primeiro-ministro da Arménia, Nikol Pashinian, e pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin.

O cessar-fogo entrou, já, em vigor. Moscovo anunciou o envio de cerca de 2.000 soldados de manutenção de paz para a região montanhosa do Cáucaso.

O documento estipula que o Azerbaijão mantém o controlo do território conquistado durante o conflito, o que levou o chefe de Estado do país a afirmar estar muito feliz pelo "acordo histórico" pois é o regresso à pátria. Ilham Aliyev sublinhou que vão viver, para sempre, na região pois "depois disto, ninguém os poderá afastar destas terras".

A alegria azerbaijanesa contrastou com a cólera arménia. Após o anúncio, centenas de pessoas protestarem em frente aos edifícios da sede do Governo e do Parlamento na capital, Yerevan.

O primeiro-ministro arménio afirmou que este é um acordo "incrivelmente doloroso" e que "a decisão foi tomada como resultado da análise da situação militar" e com base nas avaliações dos especialistas militares. Nikol Pashinian afirmou que o povo arménio tem que compreender que o exército do país enfrentou não apenas terroristas mas, também, o exército da Turquia, o segundo maior exército da NATO, e as forças do Azerbaijão.

Ancara já reagiu.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Mevlut Cavusoglu, afirmou que a Turquia manter-se-á ao lado do Azerbaijão pois foi sempre a Arménia a quebrar os cessar-fogos. "Era a Arménia que queria que a guerra e os combates continuassem" e agora "pagou um preço pesado por isso".

A região de Nagorno-Karabakh está incluída no território do Azerbaijão, mas está sob controlo de forças etnicamente arménias, apoiadas pela Arménia, desde 1994, após o colapso da União Soviética.

O conflito reacendeu-se no final de setembro. Centenas de pessoas pereceram nos combates, nas últimas seis semanas.

Na região estão já os militares russos.

A missão incluirá 15 divisões de manutenção da paz motorizadas e terá um mandato de cinco anos.