Última hora
This content is not available in your region

Limitações na futura lei húngara da adoção visa homossexuais

euronews_icons_loading
Limitações na futura lei húngara da adoção visa homossexuais
Direitos de autor  photo grab from euronews video
Tamanho do texto Aa Aa

A Hungria prepara-se para aprovar uma lei contra a possibilidade de homossexuais adotarem crianças.

Andrew foi adotado há dois anos por Márton e Ádám. Os planos para adotarem uma segunda criança estão agora em risco.

"O tema está tão presente no discurso público que, sempre que ligamos a televisão, escutamos que não somos uma boa família e não merecemos viver felizes como vivemos agora", explica Ádám, pai homossexual adotivo.

O chefe de gabinete do primeiro-ministro justificou a proposta de lei com a necessidade de preservar o desenvolvimento físico e mental das crianças. Na constituição vai ser introduzida a frase "a mãe é uma mulher, o pai é um homem".“De uma forma geral, o desenvolvimento mental e físico é feito através de um pai e de uma mãe, mas pode exceções. Penso que é uma regra razoável e que melhor serve os interesses da criança", declarou Gergely Gulyás.

A Associação LGBT não tem dúvidas em afirmar que existem medidas discriminatórias ao abolirem a Autoridade para a Igualdade e alterarem a lei de adoção e a Constituição. "Quando lemos tudo em conjunto, acabamos por perceber que é sobre pessoas do mesmo sexo não poderem adotar em qualquer circunstância", garante Tamás Dombos, da Associação LGBT.

Os casais homossexuais têm adotado como pessoas solteiras. Agora, esta possibilidade passa a exceção que terá de passar pelo crivo da ministra da Família.

A ministra, Katalin Novák, diz que o objetivo é proteger os interesses das crianças. "Um menino tem o direito de crescer como um rapaz, e uma menina tem o direito de crescer como uma miúda", diz a ministra, num vídeo publicado no Facebook.

Olivia Harangozó, jornalista da Euronews em Budapeste, afirma que "como as alterações estão ligadas a direitos fundamentais, há a necessidade de se alterar a Constituição. É necessária uma maioria qualificada de dois terços no parlamento, coisa que nos últimos dez anos tem sido apenas uma formalidade, já que os partidos do governo a têm usado sempre que necessário".