EventsEventosPodcast
Loader

Find Us

PUBLICIDADE

Verhofstadt: "Fundo da UE pode avançar sem Polónia e Hungria"

Verhofstadt: "Fundo da UE pode avançar sem Polónia e Hungria"
Direitos de autor Olivier Matthys/Copyright 2019 The Associated Press. All rights reserved
Direitos de autor Olivier Matthys/Copyright 2019 The Associated Press. All rights reserved
De  Isabel Marques da SilvaSandor Sziros
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

A presidência rotativa da União Europeia, nas mãos da Alemanha, tem dito que está perto de conseguir um acordo que inclui aqueles dois países.

PUBLICIDADE

Há uma proposta a ganhar apoio para desbloquear o orçamento da União Europeia para o próximos sete anos: deixar a Polónia e a Hungria de fora do fundo de recuperação dos efeitos da pandemia.

O veto ao mecanismo sobre o Estado de direito não pode deixar os outros reféns, considerou o eurodeputado liberal belga e ex-primeiro-ministro Guy Verhofstadt, em entrevista à euronews.

"É a primeira vez, devo dizer, que nas negociações do orçamento vejo países a fazerem bloqueio sendo eles parte do grupo que recebe dinheiro. Na verdade, estão a penalizar os seus próprios cidadãos. E se não for possível convencê-los, a única saída é fazer uma cooperação reforçada com base no artigo 326.º do Tratado da União, que dá a possibilidade aos outros 25 Estados-membros de avançarem com o fundo de recuperação, sem a Polónia e sem a Hungria", explicou.

Apoio dos cidadãos

Estes dois países estão contra o novo mecanismo que vincula os fundos europeus ao respeito pelo Estado de direito, mas o eurodeputado argumenta que há uma enorme pressão dos cidadãos de toda a Europa para que seja implementado.

"Na maioria dos países, 60-70% dos cidadãos consideram absolutamente normal que paremos com a transferência de dinheiro para um país que não aplica o Estado de direito, os valores da democracia, e que está nas mãos de pessoas corruptas. Porque não se trata apenas da questão do Estado de direito, é também uma questão de corrupção. O último relatório da agência europeia contra a corrupção é muito claro ao colocar a Hungria no topo da lista. Essa é, certamente, uma responsabilidade do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán", afirmou.

Comparação escandalosa com União Soviética

Os líderes húngaro e polaco acusam os demais homólogos de chantagem ideológica, de usarem o mecanismo para os obrigar a mudar as suas políticas mais conservadoras. A esse respeito, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, comparou a União Europeia à União Soviética.

"Penso que é uma comparação escandalosa porque ele certamente se esqueceu de que na União Soviética havia ditadores que matavam o seu próprio povo. Os historiadores estão de acordo sobre o facto de mais de 20 milhões de pessoas terem morrido às mãos do regime da União Soviética. Comparar tal sistema, tal tirania a um projeto democrático, a um projeto de paz como é a União Europeia é escandaloso", concluiu Guy Verhofstadt.

A presidência rotativa da União Europeia, nas mãos da Alemanha, tem dito que está perto de conseguir um acordo que inclui aqueles dois países.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Eurodeputados denunciam hipocrisia do governo húngaro

Limitações na futura lei húngara da adoção visa homossexuais

Falta financiamento e ação política para gerir inundações na UE