Um Natal à medida da Covid-19

Italianos preparam um Natal sem turistas
Italianos preparam um Natal sem turistas Direitos de autor Gregorio Borgia/AP
De  Teresa Bizarro com Agências
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Italianos preparam-se para uma quadra em casa e sem turistas. Croácia e Rússia vivem semana crítica

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Itália prepara-se para limitar a circulação de pessoas no Natal e no Ano Novo. A medida deverá ser anunciada esta quarta-feira. Nos dias 24 e 25 de dezembro e 1 de janeiro, os italianos não podem sair do concelho de residência a não ser para trabalhar ou por motivo de força maior.

De acordo com os comerciantes, o receio de um novo confinamento nota-se no comportamento dos italianos que anteciparam as compras dos enfeites de Natal. Durante toda a quadra festiva será imposto um recolher obrigatório a partir das 10 da noite. As lojas fecham uma hora antes e até a missa do galo vai ser antecipada.

Croácia aperta medidas de segurança

À hora certa, as luzes de Natal acenderam-se como todos os anos na capital da Croácia, mas a falta de gente nas ruas ilustra uma quadra diferente.

A partir desta quarta-feira, as autoridades exigem quarentena ou um teste negativo a todas as pessoas que entrarem no país - incluindo residentes. A Croácia registou um novo recorde de óbitos e até o primeiro-ministro está infetado com a Covid-19.

Semana crítica em Moscovo

Também na Rússia um novo aumento de casos não trava as preparações para o Natal e para o Ano Novo. A última semana foi a mais crítica desde o início da pandemia e, na terça-feira, as autoridades de saúde russas registaram um número recorde de 569 mortes em 24 horas.

As restrições em vigor impõem o encerramento de discotecas, bares e restaurantes às 11 da noite.

Uma residente em Moscovo diz "não compreender a lógica das autoridades". Na sua opinião ou todos têm de ficar em casa e tudo deve permanecer fechado. Não sendo esse o caso, tudo deve estar aberto.

Não muito longe, um outro moscovita anuncia que tem planos para festejar a passagem do ano na Praça Vermelha. Diz que vai levar a sua bebida, "porque o Ano Novo é uma festa pública e todos se devem divertir".

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