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Arménios e albaneses disputam origem de mosteiro

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Arménios e albaneses disputam origem de mosteiro
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Na região de Kalbajar, uma das várias em Nagorno-Karabakh que passaram do controlo arménio ao do Azerbaijão e agora patrulhadas pelas forças de manutenção da paz russas, a Euronews foi a única televisão estrangeira presente num serviço religioso único: um padre da Igreja Apostólica Albanesa e os seus fiéis rezaram em conjunto com seguidores das Igrejas Ortodoxa Russa e Apostólica Arménia. Foi a primeira vez na história que rezaram juntos.

Aqui, fica o mosteiro do século XVII a que os arménios chamam Dadivank, mas os udins, cujos antepassados eram albaneses caucasianos, chamam-lhe Khudavenk, e afirmam que é deles. Acredita-se que o primeiro mosteiro que aqui existiu foi fundado por São Dadi, um discípulo de São Judas Tadeu que difundiu o cristianismo na Arménia no século I. O atual remonta ao século XIII e sofreu várias modificações até ao século XVII.

Para Vartanes Abramyan, líder religioso do Exército Arménio, não há dúvidas de que a origem do monumento é arménia: "Este é o mais antigo dos mosteiros arménios que os nossos antepassados construíram e em que rezaram. Colocaram cada pedra com uma oração e o mosteiro existe até hoje".

Colocaram cada pedra com uma oração.
Vartanes Abramyan
Líder religioso do Exército Arménio

O mesmo não pensa Robert Mobili, membro da comunidade udin-albanesa: "Como representante da minha comunidade e geólogo, posso confirmar que esta é, na realidade, uma igreja caucasiana albanesa, sem qualquer relação com a Igreja Arménia. Como membro desta Igreja e portador da cruz albanesa, posso assegurar-lhe que esta igreja é caucasiana albanesa porque os materiais de construção, os elementos da cruz, os símbolos e a arquitetura não são típicos das igrejas arménias".

Posso confirmar que esta é, na realidade, uma igreja caucasiana albanesa, sem qualquer relação com a Igreja Arménia.
Robert Mobili
Membro da comunidade udin-albanesa

A verdade é que, apesar das contendas a propósito da origem do mosteiro, todos celebraram missa em conjunto. Os participantes, incluindo os soldados russos e os meios de comunicação social (e a nossa câmara) foram abençoados pelo padre, que é também militar e, infelizmente, não foi autorizado a dar-nos uma entrevista.