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Primeiro-ministro romeno demite-se

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De  Euronews
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Primeiro-ministro romeno demite-se
Direitos de autor  DANIEL MIHAILESCU/AFP
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O primeiro-ministro da Roménia demitiu-se na sequência do resultado das legislativas deste domingo, que concederam a vitória aos rivais social-democratas.

A formação liberal de Ludovic Orban ficou-se pelos 25 por cento dos votos, contra os 30 por cento obtidos pela formação da oposição de esquerda populista.

Ao microfone da euronews, os social-democratas descartaram a hipótese de uma aliança com a formação nacionalista AUR.

Sorin Grindeanu, vice-presidente do Partido Social Democrata:"Eles têm uma posição política que não se enquadra com os valores europeus, nem com a ideia da Roménia ser membro da União Europeia e da NATO. Não respeitam as bases essenciais do nosso desenvolvimento, por isso a resposta é não."

Apesar de sairem derrotados, os liberais do PNL no poder são quem tem, segundo os analistas, melhores hipóteses de reunir parceiros suficientes para formar o próximo governo.

Siegfried Muresan, porta-voz do PNL:"Esperamos que a Roménia seja governada nos próximos anos por um executivo pró-europeu, com prioridades claras de desenvolvimento e modernização do país, atraíndo fundos europeus e defendendo o Estado de Direito e os valores europeus. E esperamos que o executivo seja liderado pelo maior partido do centro-direita pró-europeu, que é o Partido Nacional Liberal."

Dan Barna, presidente do USR-Plus:"O resultado do voto mostra claramente que o nosso partido obteve um mandato para integrar uma maioria reformista. Se olharmos para os resultados e os assentos obtidos pelos diferentes partidos, é bastante claro que não pode haver maioria sem o USR-Plus e é essa a mensagem dos eleitores para os políticos. Temos de integrar a maioria com a nossa agenda reformista."

Mari Jeanne Ion, euronews:"Nos próximos dias, o presidente vai receber os principais partidos que conquistaram assentos no Parlamento para decidir quem nomeará como primeiro-ministro e a Roménia terá de estabelecer um novo governo até ao fim do ano."