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"Isto vai ser gradual. Ainda não derrotámos este vírus"

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De  Francisco Marques com AP
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Primeiro-ministro Boris Johnson assiste a vacinação num hospital de Londres
Primeiro-ministro Boris Johnson assiste a vacinação num hospital de Londres   -   Direitos de autor  AP Photo/Frank Augstein, Pool
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O Reino Unido deu início ao programa de vacinação contra a Covid-19 utilizando a proposta de medicamento da Pfizer/BioNTech, que ainda aguarda a validação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla original).

O arranque do processo mereceu uma pausa de Boris Johnson na negociação do Brexit para assistir ao vivo a este evento histórico e deixar um aviso aos britânicos em véspera dos convívios de Natal.

Por todo o Reino Unido, a vacinação está a decorrer. Na Escócia, na Irlanda do Norte, no País de Gales e na Inglaterra.

"As pessoas estão a tomar a vacina pela primeira vez e, gradualmente, isto vai fazer uma enorme diferença.

"Mas sublinho, isto é gradual, não é fim. Ainda não derrotámos este vírus.
Boris Johnson
Primeiro-ministro do Reino Unido

A vacina desenvolvida pelo consórcio Pfizer/BioNTech só deverá rteceber o aval da EMA no final deste mês e só nos primeiros dias de 2021 os programas de vacinação irão começar na União Europeia, numa altura em que o Reino Unido já será em definitivo uma carta fora do baralho de Bruxelas.

Vacina segura?

A pressa de iniciar a vacinação mesmo sem a validação europeia de qualquer vacina mereceu diversas críticas de especialistas médicos, mas o diretor executivo da Pfizer, em declarações numa reunião de farmacêuticos, reafirmou a segurança da respetiva vacina.

Albert Bourla garantiu que os dois laboratórios envolvidos não tomaram "qualquer atalho" para apressar a utilização do medicamento inovador e disse que "esta vacina, devido a todo o escrutínio sobre ela, foi aliás testada sob critérios muito mais apertados que o normal".

Há sempre pessoas céticas em relação a vacinas, mas tenho de dizer que elas estão erradas.

"Posso imaginar que, neste caso, porque os produtos, as vacinas ou os medicamentos foram desenvolvidos muito rápido, isso pode ser até pior porque foi tudo muito politizado, em especial nos Estados Unidos.

"Isso deixa as pessoas confusas. Não sabem em quem acreditar nem no que acreditar porque a discussão decorreu em termos políticos e não científicos.
Albert Bourla
Diretor-executivo da Pfizer

A vacina Pfizer/BioNTech já em uso no Reino unido é tomada em duas doses com um intervalo de 21 dias. A eficácia testada é de 95% e pode ser autorizada para uso na União Europeia a partir do primeiro dia de janeiro.