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Itália oferece apoio psicológico gratuito durante a pandemia

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Itália oferece apoio psicológico gratuito durante a pandemia
Direitos de autor  Giorgia Orlandi
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O choque de lidar com uma infeção de Covid-19 e o choque se passar o vírus a outra pessoa. Uma mulher italiana de 30 anos disse que não teria sido capaz de lidar com a situação sem ajuda psicológica. O isolamento foi uma experiência difícil, mas o mais difícil foi saber que tinha transmitido o vírus à mãe. Em março, decidiu procurar ajuda psicológoca e hoje se sente muito melhor. Surpreendentemente, são as gerações mais jovens que demonstram mais sintomas de doenças mentais relacionadas com a Covid-19.

Notámos principalmente distúrbios do sono, como insónia, que estão relacionados com uso excessivo de ecrãs em geral. São obrigados a ter aulas a partir de casa, e contam com as redes sociais para manterem o contato com os amigos. Para além disso, também sofrem de tristeza, ansiedade e distúrbios alimentares, com sérias mudanças nos seus hábitos alimentares, principalmente à noite.
Gabriella Busiello
Médica

A Somma Vesuviana é uma das poucos regiões de Itália que oferece um serviço rápido, em alternativa ao aconselhamento disponibilizado pelo sistema de saúde público que, normalmente, tem listas de espera mais longas.

O aconselhamento que oferecemos aqui já está disponível, não há lista de espera e pode ser solicitado no local. As pessoas recebem consultas gratuitas. Costumam vir pessoalmente ou telefonar para fazer a reserva e, se houver disponibilidade, no dia em que nos ligam conseguem consulta imediatamente ou, o mais tardar, no dia seguinte.
Marrazzo Iolanda
Assistente social

Ainda não é possível traçar um quadro completo sobre o impacto dos efeitos psicológicos da pandemia. No entanto, é fácil adivinhar que a crise económica também terá consequências no bem-estar mental de muitas pessoas.

Segundo os psicólogos com quem falámos aqui na Somma Vesuviana os efeitos psicológicos nas pessoas serão sentidos a longo prazo, por isso o serviço vai continuar mesmo depois da pandemia.
Giorgia Orlandi
Euronews