A ONU convocou os líderes mundiais para este sábado num Cimeira da Ambição Climática que pretende reavivar as obrigações e compromissos alcançados
Uma "Sexta-feira do Futuro" com olhos postos no passado recente. Na véspera do quinto aniversário do Acordo de Paris, o movimento de jovens fundado por Greta Thunberg quis marcar o que muito há ainda por fazer. Um recado para os líderes que voltam este sábado a encontrar-se sob a égide da ONU, com o fantasma do aquecimento global ainda na mesa.
Há cinco anos, chefes de Estado e de Governo de 195 países acertaram o passo e concordaram em manter o aumento da temperatura global abaixo dos dois graus, mas, sobretudo por razões políticas, nem todos os países estabeleceram sequer metas para reduzir a emissão de gases.
Para o secretário-geral das Nações Unidas, "o que é mais frustrante é que muito poucos países respeitaram as promessas feitas em Paris". António Guterres sublinha que poucos paises "alguma vez implementaram plenamente" o que prometeram em Paris nas suas economias e sociedades.
Temperatura global pode aumentar 1,5º em 2024
2020 pode ficar também na história como terceiro ano mais quente de que há registo - mais 1,2 graus centígrados do que na era pré-industrial. A meta de limitar o aquecimento a um grau e meio até ao final do século pode ser atingida já daqui a quatro anos. São previsões das Nações Unidas.
Greta Thunberg quer garantir que os líderes não se esquecem das promessas. E que as promessas são para cumprir. Lembra que a meta de um grau e meio se destina a salvaguardar as condições de vida futuras. E expõe a falta de "acção necessária"
A "cimeira da ambição climática", convocada pela ONU, pelo Reino Unido e pela França, em parceria com o Chile e com a Itália, junta virtualmente dezenas de líderes mundiais. Espera-se que reafirmem o empenho na luta contra as alterações climáticas.
Acontece um dia depois da União Europeia ter finalmente chegado a acordo para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa do bloco em pelo menos 55% até ao final da década.
A cimeira deste sábado acontece porque a Cimeira de Glasgow sobre o clima, que estava marcada para este mês, foi adiada devido à pandemia de covid-19. A Cimeira de Glasgow (chamada de COP26) está prevista para novembro do próximo ano.