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Acordo de Paris: Cinco anos de letra quase morta

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De  Teresa Bizarro com Agências
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Acordo de Paris: Cinco anos de letra quase morta
Direitos de autor  Britta Pedersen/(c) dpa-Zentralbild
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Uma "Sexta-feira do Futuro" com olhos postos no passado recente. Na véspera do quinto aniversário do Acordo de Paris, o movimento de jovens fundado por Greta Thunberg quis marcar o que muito há ainda por fazer. Um recado para os líderes que voltam este sábado a encontrar-se sob a égide da ONU, com o fantasma do aquecimento global ainda na mesa.

Há cinco anos, chefes de Estado e de Governo de 195 países acertaram o passo e concordaram em manter o aumento da temperatura global abaixo dos dois graus, mas, sobretudo por razões políticas, nem todos os países estabeleceram sequer metas para reduzir a emissão de gases.

Para o secretário-geral das Nações Unidas, "o que é mais frustrante é que muito poucos países respeitaram as promessas feitas em Paris". António Guterres sublinha que poucos paises "alguma vez implementaram plenamente" o que prometeram em Paris nas suas economias e sociedades.

Temperatura global pode aumentar 1,5º em 2024

2020 pode ficar também na história como terceiro ano mais quente de que há registo - mais 1,2 graus centígrados do que na era pré-industrial. A meta de limitar o aquecimento a um grau e meio até ao final do século pode ser atingida já daqui a quatro anos. São previsões das Nações Unidas.

Greta Thunberg quer garantir que os líderes não se esquecem das promessas. E que as promessas são para cumprir. Lembra que a meta de um grau e meio se destina a salvaguardar as condições de vida futuras. E expõe a falta de "acção necessária"

A "cimeira da ambição climática", convocada pela ONU, pelo Reino Unido e pela França, em parceria com o Chile e com a Itália, junta virtualmente dezenas de líderes mundiais. Espera-se que reafirmem o empenho na luta contra as alterações climáticas.

Acontece um dia depois da União Europeia ter finalmente chegado a acordo para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa do bloco em pelo menos 55% até ao final da década.

A cimeira deste sábado acontece porque a Cimeira de Glasgow sobre o clima, que estava marcada para este mês, foi adiada devido à pandemia de covid-19. A Cimeira de Glasgow (chamada de COP26) está prevista para novembro do próximo ano.