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Tribunal ordena Shell a reduzir emissões em 45%

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Tribunal ordena Shell a reduzir emissões em 45%
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A Shell recebeu esta quarta-feira ordem de um tribunal dos Países Baixos para reduzir em 45% as emissões de CO2, até 2030.

Os juízes consideraram que o gigante anglo-holandês da energia "tem o dever de diminuir as emissões e que os planos de redução da petrolífera não são suficientes".

Esta foi a primeira vez que um tribunal ordenou uma empresa a reduzir as emissões para cumprir as metas climáticas. Apesar da decisão só ser vinculativa nos Países Baixos e da Shell poder recorrer da decisão, já se fala de uma decisão histórica que pode abrir precedentes para casos semelhantes contra multinacionais poluidoras de todo o mundo.

A ação judicial foi apresentada em abril de 2018 por sete grupos ativistas, incluindo a Greenpeace. Defendem que o modelo de negócios da Shell “põe em risco as vidas e os direitos humanos” e representa uma ameaça às metas do Acordo de Paris.

O caso é o mais recente de uma série de desafios legais apresentados em todo o mundo por ativistas do clima que procuram uma ação para controlar as emissões, mas acredita-se que seja o primeiro a visar uma empresa multinacional.

É também único, uma vez que não está a ser exigida qualquer compensação à empresa. Em vez disso, pela primeira vez na história, pede-se à Shell que faça uma mudança de política climática.