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Grupo jiadista reivindica novo rapto de centenas de estudantes

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De  Francisco Marques
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Locais reunidos dentro do perímetro da escola atacada em Kankara
Locais reunidos dentro do perímetro da escola atacada em Kankara   -   Direitos de autor  Abdullatif Yusuf/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved
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O grupo jiadista Boko Haram reivindicou o rapto de centenas de alunos ocorrido na sexta-feira numa escola no norte da Nigéria.

O líder do grupo terrorista africano, que já havia estado ligado ao rapto em 2014 das raparigas de Chibok, assumiu o sequestro dos adolescentes numa mensagem áudio divulgada segunda-feira à noite.

Desta feita, o caso aconteceu cerca de 750 quilómetros a oeste de Chibok, em Kankara, no estado nigeriano de Katsina, terra natal do Presidente Muhammadu Buhari, que consenou de pronto o ataque e ordenou o reforço de segurança em todas as escolas, encerrando as de Katsina.

O ataque, a confirmar-se a responsabilidade do grupo jiadista, marca uma mudança no perímetro de ação dos terroristas, até agora ativos sobretudo no nordeste da Nigéria, tal como um outro grupo afeto ao autoproclamado Estado Islâmico da Província da África Ocidental.

Um aluno terá conseguido escapar

Os alunos agora visados frequentavam a escola secundária pública de ciência para rapazes em Kankara.

O estabelecimento foi atacado sexta-feira, presume-se por mais de uma centena de homens armados que se deslocavam em motociclos.

Alguns alunos terão conseguido escapar, mas muitos foram capturados, divididos em grupos e levados pelos atacantes.

Um aluno, de 17 anos, que terá sido capturado e que alega ter conseguido escapar aos raptores, citado pelo portal Vanguard, contou que o ataque terá acontecido pelas 21h20, hora local. Muitos alunos conseguiram fugir saltando a cerca da escola quando se começaram a ouvir tiros.

O grupo terá sido depois levado pela floresta e apenas já perto da alvorada é que lhes foi ordenado para descansar um pouco. Momento aproveitado pelo citado estudante para se esconder e aproveitar para escapar aos raptores.

Mais de 330 alunos estão desaparecidos, de acordo com a imprensa local.

De início o ataque tinha sido atribuído a uma milícia criminosa ativa na região, conhecida como "bandidos".

As forças armadas nigerianas montaram uma operação de resgate logo na segunda-feira, após terem anunciado ter localizado o esconderijo dos alegados atacantes. Depois surgiu a reivindicação pelo Boko Haram.

Os raptores ainda não apresentaram quaisquer exigências pela libertação dos estudantes raptados.

Uma "hashtag" inspirada na que foi mundialmente difundida após o sequestro das raparigas de Chibok foi lançada: #BringBackOurBoys (tradução: "Tragam de volta os nossos rapazes").