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União Europeia e Reino Unido saúdam conclusão do Brexit

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De  Joao Duarte Ferreira
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União Europeia e Reino Unido saúdam conclusão do Brexit
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Após quatro anos e meio desde o referendo realizado em 2016, o drama do Brexit está concluído.

Aguarda-se agora a ratificação respetiva pelos parlamentos britânico e europeu.

Londres em Bruxelas evitam assim entrar em 2021 com o pé esquerdo.

"Não há vencedores no Brexit, é uma situação em que todos perdem, especialmente nos dias de hoje, um mundo perigoso e instável onde há que trabalhar em conjunto, penso eu, particularmente para contrabalançar o peso dos Estados Unidos ou da China. Inglaterra, ou o Reino Unido, escolheu ficar sozinho, em vez de acompanhado. Lamento isso mas o meu mandato era o de ultrapassar o Brexit o mais rapidamente possível. Fizemo-lo com unidade e firmeza", disse o principal negociador da União Europeia, Michel Barnier.

Do lado britânico, David Henig, diretor do grupo de reflexão "UK Trade Policy Project" também descreveu o acordo como satisfatório para ambos os lados.

"Penso que ambos os lados estão satisfeitos com este acordo porque ambos atingiram os seus objetivos na generalidade. O Reino Unido tem a liberdade de divergir de forma limitada, mas a UE tem igualmente a liberdade de tomar medidas se julgarem tal injusto ou tal der ao Reino Unido uma vantagem injusta", defendeu.

A oposição britânica apoia o acordo e muitas capitais europeias também expressaram satisfação pela conclusão do processo.

Para Londres as preocupações deslocam-se agora de Bruxelas para a Escócia que poderá regressar às urnas em breve para um novo referendo sobre a independência.

Nada garante que o não à independência volte a ganhar.

"Registou-se um enorme aumento do apoio à independência da Escócia. Era o que eu sentia antes de 2016 e o referendo do Brexit veio ainda consolidar a crença de que a Escócia devia ser independente. Penso que podemos ter melhor liderança na Escócia. Seria bom voltar a sentir que fazemos parte da União Europeia e espero que sejamos convidados a entrar, sou totalmente a favor", afirma Henry Gray, um voluntário escocês.

Com a conclusão do acordo, tanto o Reino Unido como a União Europeia podem agora concentrar esforços na luta contra pandemia.