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Ofensiva diplomática chinesa em África

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Ofensiva diplomática chinesa em África
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É uma tradição com 30 anos.O início do ano civil marca o arranque de uma visita do chefe da diplomacia chinesa a África. Wang Wi passa desta vez pela Nigéria, República Democrática do Congo, Botsuana, Tanzânia e Seicheles. Para o governo de Pequim a missão faz parte de uma estratégia internacional que inclui também a União Europeia como parceiro.

Nas palavras de Hua Chunying, porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, "para ambos os lados, o mais importante é manter o compromisso de coexistência pacífica, cooperação aberta, multilateralismo, diálogo e concertação". Na conferência de imprensa de apresentação da viagem, fez questão de afirmar que "a cooperação e os entendimentos comuns superam de longe a concorrência e as diferenças".

"A China e a União Europeia são parceiros estratégicos abrangentes, não rivais sistémicos. A missão mais importante é enfrentar conjuntamente os desafios globais, promover um mundo multipolar, com a globalização económica e uma maior democracia nas relações internacionais, e injectar mais estabilidade e certeza num mundo turbulento e em mudança," declarou Hua Chunying.

De acordo com dados oficiais, a China participou diretamente na construção em África de mais de 12 mil quilómetros de ferrovias e vias rápidas; vários portos e mais de 80 centrais de energia. Pequim assumiu no último ano o compromisso de apoiar os esforços de contenção da Covid-19 no continente africano.