Última hora
This content is not available in your region

"Eu levei a vacina"

euronews_icons_loading
"Eu levei a vacina"
Direitos de autor  Cecilia Fabiano/LaPresse
Tamanho do texto Aa Aa

Tal como a maioria dos países da União Europeia, Itália começou a vacinação contra a Covid-19 no dia dia 27 de dezembro. Médicos e enfermeiros receberem as primeiras doses. Para quem está na linha da frente da luta contra a pandemia, este é um momento simbólico que significa muito mais do que ficar protegido.

Maristella Guerra, médica na unidade de saúde Asl1 Roma, conta que estava sempre muito ansiosa e assustada quando trabalhava na ala Covid. "Por isso, podem imaginar o significado deste dia para mim", afirma a profissional de saúde.

Yasmine Irace é enfermeira e trabalha nas urgências. Diz que é impossível explicar o que tem acontecido dentro dos hospitais durante a pandemia. "Muitas coisas têm sido ditas sobre o assunto, mas aqueles que lá trabalham sentem de uma forma diferente: quando se trata de perceber que por vezes há batalhas que não se pode vencer mas também porque nós próprios ficamos doentes", conta a enfermeira.

Para Yasmine, aceitar a vacina não foi uma decisão imediata. No início teve receio, mas diz que tendo em conta a sua profissão era impossível dizer não. "Tenho de o fazer para o bem de toda a comunidade, por todos", diz.

Angelo Tanese, diretor desta unidade de saúde de Roma, acredita que foi alcançado um marco importante. “É o objetivo do que fazemos e do serviço que prestamos que voltou a ser o foco dos esforços, e que não se trata simplesmente de lutar contra uma emergência, mas também de proteger a comunidade. A campanha de vacinação é um bom exemplo", defende Tanese.

As taxas de vacinação variam de região para região. Em Lazio, já foram utilizadas cerca de 70% das doses entregues até agora. Na região de Campânia, os hospitais terminaram os primeiros stocks mais cedo do que noutras áreas. As autoridades sanitárias na região da Lombardia, o epicentro europeu da pandemia, têm sido alvo de críticas por administrarem muito menos vacinas do que o planeado.

Manter controlado o crescimento do número de casos é considerado crucial para a eficácia da campanha de vacinação. E embora haja um debate contínuo entre os profissionais de saúde, sobre se a vacina deve ser obrigatórias para este grupo, muitos médicos enviaram uma mensagem de encorajamento àqueles que ainda estão hesitantes.