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Bolsonaro acusado de boicotar combate à pandemia

Jair Bolsonaro (arquivo)
Jair Bolsonaro (arquivo) Direitos de autor  Silvia Izquierdo/Associated Press
Direitos de autor Silvia Izquierdo/Associated Press
De Teresa Bizarro com Agências
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Human Rights Watch critica duramente o presidente brasileiro no relatório anual

Human Rights Watch aponta o dedo a Jair Bolsonaro. Da gestão da resposta à pandemia, à proteção da Amazónia, a lista de acusações é grande. A organização de defesa dos direitos humanos diz que o Presidente do Brasil boicotou medidas de saúde pública para conter a pandemia de covid-19 e disseminou informações enganosas.

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Para a organização, o executivo de Bolsonaro falhou na proteção da população face à Covid-19. Mais ainda no caso dos povos indígenas, severamente atingidos pela pandemia.

No relatório anual, divulgado esta quarta-feira em Bruxelas, é também evidente a crítica à atuação do Presidente brasileiro na Amazónia. Considera-se que enfraqueceu a aplicação das leis ambientais e facilitou a ação de redes criminosas que praticam o abate ilegal de árvores e usam a intimidação e a violência contra os defensores da floresta.

A organização lembra que "Bolsonaro acusou os indígenas e organizações não governamentais, sem qualquer prova, de serem os responsáveis pela destruição da floresta" e acabou com os principais agentes de fiscalização da agência do ambiente.

O relatório destaca ainda o aumento da criminalidade no Brasil durante a era Bolsonaro. Os homicídios registados no Brasil cresceram 7% logo no primeiro semestre de 2020, revertendo dois anos de descida.

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