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Comissão Europeia pressiona farmacêuticas

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Comissão Europeia pressiona farmacêuticas
Direitos de autor  Salvatore Di Nolfi/AP
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A União Europeia está a pressionar as farmacêuticas no sentido de cumprirem as suas obrigações contratuais fornecendo as quantidades de vacinas já acordadas.

A presidente da Comissão Europeia deixou no ar a possibilidade de restrições às exportações de vacinas para fora do espaço europeu no âmbito de um mecanismo de transparência.

"A Europa investiu milhares de milhões para ajudar a desenvolver a primeira vacina anti Covid-19, isto para o bem de todo o mundo. E agora as empresas têm que cumprir a parte que lhes cabe. Devem honrar as obrigações contratuais e é por isso que vamos criar um mecanismo de transparência para a exportação de vacinas. A Europa está empenhada no bem de todos", afirmou Ursula von der Leyen no âmbito de um discurso proferido no Fórum Económico Mundial que este ano decorre em formato virtual.

As palavras da presidente da Comissão Europeia tiveram eco em Berlim.

O ministro alemão da saúde, Jens Spahn, afirma que se trata de uma questão de cumprimento de obrigações já assumidas.

"Não se trata da União Europeia em primeiro lugar, a questão é a Europa ter a parte que lhe cabe, uma proporção justa e é por isso que, na minha opinião, faz sentido ter restrições às exportações, ou seja, as vacinas que saiam da União Europeia deverão ter uma autorização", afirmou.

A UE afirma que proporcionou 2,7 mil milhões de euros às farmacêuticas com o objetivo de acelerar as investigações e capacidade de produção e afirma-se determinada em obter as centenas de milhões de doses da vacina que já foram prometidas.