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"Guerra" por vacinas contra a Covid-19

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"Guerra" por vacinas contra a Covid-19
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A contenda por vacinas contra a Covid-19 que envolve o Reino Unido, a União Europeia e as empresas farmacêuticas atingiu o seu auge na sexta-feira à noite.

A Comissão Europeia colocou sobre a mesa o artigo 16º do acordo do Brexit, que restabeleceria uma fronteira física entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda, antes de recuar algumas horas mais tarde.

Em comunicado de imprensa, Bruxelas confirmou que o bloco está pronto para controlar as exportações de vacinas, mas não chegando ao extremo de impor uma fronteira física na Irlanda do Norte.

Ursula Von Der Leyen anunciou ter estado em contacto com britânicos e irlandeses.

O primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, saudou a decisão da Comissão Europeia.

A partir de agora, as autoridades europeias vão verificar muito atentamente o destino de cada dose da vacina produzida e exportada a partir da União Europeia.

Bruxelas acusa a AstraZeneca de desrespeitar o contrato, documento esse que foi tornado público esta sexta-feira.

No mesmo dia em que a AstraZeneca foi declarada suspeita, a Agência Europeia de Medicamentos aprovou a vacina, que é tecnicamente mais fácil de transportar e armazenar. A empresa deve entregar 300 milhões de doses aos 27, havendo ainda uma opção de compra de mais 100 milhões de doses.

Outro jogador que está prestes a entrar no mercado, talvez já em fevereiro, é a Johnson & Johson, cuja vacina parece mais fraca do que a da Pfizer ou da Moderna, com 66% da imunidade, mas é uma vacina de uma única toma, e não duas.

De acordo com o diretor científico, Paul Stoffels, a Johnson & Johnson está "a trabalhar arduamente nos dados" e anunciou que no prazo de uma semana pedirá a autorização de uso de emergência da vacina aos reguladores dos Estados Unidos da América, da União Europeia e de outros países. Stoffels afirmou que irão trabalhar com a Organização Mundial da Saúde "para garantir que possa ser aprovada globalmente".

Outra vacina com resultados promissores após a fase 3 é a da empresa de biotecnologia norte-americana Novavax, com uma resposta imunitária de 89,3%.

Outros países europeus contam já com a Sputnik V. 40.000 doses da vacina russa chegaram na sexta-feira à Sérvia.

A Hungria aprovou, há algumas semanas, a vacina Sputnik V, contornando a Agência Europeia de Medicamentos e aprovou, na sexta-feira, a vacina chinesa, Shinopham.