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"Deixem-nos trabalhar"

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De  Teresa BizarroLaurence Alexandrowicz
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Chef luso-descendente em protesto pelo encerramento continuado dos restaurantes em França

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O movimento de contestação pelo encerramento de restaurantes cresce um pouco por toda a Europa. Em França, um luso-descendente fez notícia quando anunciou desafiar a autoridade e abrir portas ao restaurante que possui, nos arredores de Lyon. A ideia de Philipe Vieira teve apoio imediato de muitos populares. 40 pessoas tinham mesa reservada para o almoço, esta segunda-feira.

A notícia da abertura do restaurante à revelia chegou aos ouvidos do ministro francês da Economia. Bruno Le Maire ameaçou cortar os apoios por um mês a todos os empresários que violassem a lei.

Philippe Vieira voltou atrás, mas não se deu por vencido. "O objectivo do dia era abrir o estabelecimento, mas o nosso ministro foi muito claro quanto às sanções para aqueles que abrissem portas. Preciso absolutamente do fundo de solidariedade e não quero fazer parte do conflito. Se eu abrisse a polícia tinha de vir ao estabelecimento e aplicava multas a todos os meus clientes. O objectivo não era esse; era sensibilizar a opinião pública, e penso que conseguimos, eu e outros colegas, neste dia excecional," explicou aos jornalistas.

Philipe Vieira distribuiu gratuitamente as refeições que tinha previsto vender. O protesto assumiu forma de festa à porta do estabelecimento.

Em França, os restaurantes estão fechados desde outubro. No entanto não há notícia de estabelecimentos multados por abrir portas durante a pandemia. Ao contrário de Portugal, por exemplo, onde só nas últimas semanas vários estabelecimentos foram multados por abrir clandestinamente. Ao abrigo da lei do estado de emergência no território português, as multas começam nos 200 euros e aplicam-se a proprietários e clientes.

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