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Hungria cria certificado de imunização ao novo coronavírus

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O governo húngaro decidiu criar certificados de imunidade ao novo coronavírus para as pessoas que foram vacinadas ou que sobreviveram à Covid-19.

Gergely Gulyás, chefe de gabinete do primeiro-ministro, explicava que esperam "que este documento ajude a normalizar as coisas o mais rápido possível". Mas acrescentava que "o governo ainda não decidiu a que tipo de isenções os detentores de certificados terão direito".

A Hungria tem avançado à margem dos restantes Estados membros da União Europeia, foi a primeira a comprar doses da vacina russa, e é pioneira na introdução dos certificados de imunização.

Uma questão que não é pacífica. A Organização Mundial de Saúde tinha desaconselhado este procedimento em dezembro mas anunciaria, posteriormente, estar a trabalhar com os países que fazem parte do organismo a criação de um documento digital para o efeito.

Apesar de se colocarem questões como a proteção de dados e Direitos Humanos há vários países europeus que se propõem avançar com um passaporte de vacinação, entre eles a Dinamarca e Estónia.

Mesmo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tinha mostrado apoiar a ideia. O próprio Conselho Europeu também mas apenas para fins médicos. Uma tomada de posição que aconteceu depois da insistência do primeiro-ministro grego para que a questão fosse acelerada para facilitar a livre circulação entre os países do bloco forte europeu.