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Produção da vacina Sputnik V no estrangeiro

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Produção da vacina Sputnik V no estrangeiro
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O Kremlin anunciou a intenção de criar parcerias de produção da vacina russa contra a Covid-19. Cazaquistão, Índia, Coreia do Sul e Brasil já estão a produzi-la, ainda que nem todos a utilizem.

A decisão é tornada pública quando vários países já homologaram a Sputnik V e um dia depois da revista científica "The Lancet"00191-4/fulltext) publicar um estudo independente que lhe atribui uma eficácia de 91,6% contra formas sintomáticas da doença.

A Rússia iniciou também o processo para aprovação pela Agência Europeia de Medicamentos. O presidente francês está disposto a utilizá-la se cumpridos os procedimentos legais. Ao canal de televisão gaulês TF1 Emmanuel Macron explicava que tomou a iniciativa, há algumas semanas, "de enviar uma missão científica à Rússia para um intercâmbio com as equipas russas. Este trabalho teve um resultado positivo. Vimos publicações que parecem indicar uma eficácia muito forte da vacina Sputnik. Mas nós não pode distribuí-la em França até o produtor russo apresentar um pedido de autorização de comercialização às nossas autoridades, o que é normal. É uma questão de responsabilidade sanitária", esclarecia o chefe de Estado.

A chanceler alemã, Angela Merkel, também já se mostrou aberta à sua utilização. No seio da União Europeia a Hungria é o único país que já autorizou esta vacina sem aguardar a decisão da Agência Europeia de Medicamentos. O país já recebeu 40.000 doses daquela que o presidente russo, Vladimir Putin, considera ser a "melhor vacina do mundo". Outras duas, de origem russa, deverão ver a luz do dia nas próximas semanas.