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OMS apela à vacinação sem restrições em África

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Uma mulher sul-africana ouve as explicações sobre o teste de despistagem de Covid-19 que se prepara para fazer
Uma mulher sul-africana ouve as explicações sobre o teste de despistagem de Covid-19 que se prepara para fazer   -   Direitos de autor  Jerome Delay/AP
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O continente africano registou um aumento de mortes por Covid-19 na ordem dos 40% no último mês, comparativamente com o mês anterior, aproximando-se do marco dos 100.000 óbitos. O novo máximo surge numa altura em que alguns países começam a receber as primeiras vacinas, mas vêem-se confrontados com o anúncio da África do Sul sobre o cancelamento do plano de vacinação, devido à alegada pouca eficácia da vacina da AstraZeneca na imunização contra a variante predominante naquele país.

Matshidiso Moeti, diretora regional para África da Organização Mundial de Saúde (OMS), lembra que "o grupo consultivo estratégico de peritos em imunização da OMS, também conhecido como SAGE, recomendou que os países utilizassem a vacina da AstraZeneca para grupos prioritários, mesmo num país com outras variantes, enquanto se realiza mais investigação".

Uma opinião que é reforçada pelo especialista em microbiologia, Peter Piot. "A questão chave para mim agora é agir. Depois a produção aumentará e haverá escolha de vacinas que serão mais acessíveis. Porque o preço da vacina AstraZeneca ou da Johnson & Johnson é muito mais baixo do que o das vacinas de RNA, particularmente a logística e a logística muitas vezes determina o sucesso de um programa," diz o investigador e diretor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

Até à data os PALOP têm sido relativamente poupados, Moçambique é o país com maior número de mortes, tendo agora atingido os 501 óbitos, enquanto São Tomé Príncipe com 18 vítimas mortais é o país menos afetado. Angola regista 487 óbitos, Cabo Verde 138 e Guiné-Bissau 46.