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Alemanha reforça controlo de fronteiras para travar infeções

Alemanha reforça controlo de fronteiras para travar infeções
Direitos de autor AP Photo
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A Alemanha reforçou o controlo nas fronteiras com a República Checa e com o Tirol para travar infeções com as variantes mais contagiosas do Sars-CoV2

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A Alemanha reforçou o controlo das fronteiras com a República Checa e com a região austríaca do Tirol, zonas onde se tem verificado forte incidência de infeções pelas novas variantes, mais contagiosas, do SARS-Cov2.

Só entram alemães de regresso a casa, trabalhadores essenciais e camionistas, se tiverem testes com resultados negativos.

Do lado checo da fronteira, o descontentamento não tardou a manifestar-se. Zuzana Vintrova, fala em nome de 4500 trabalhadores fronteiriços: "A opinião dos nossos trabalhadores fronteiriços é: não vamos viver na Alemanha sob qualquer pressão, não somos cidadãos da Alemanha, trabalhamos lá, trabalhamos para eles, pagamos impostos lá e mais uma vez as fronteiras estão fechadas. Isso significa que estamos de volta como há 30 anos".

A Alemanha já identificou alguns casos de infeção com as novas variantes. Para evitar que se propaguem, viajantes do Reino Unido, Brasil e África do Sul, assim como dos países onde há maior incidência destas estirpes, não entram. As fronteiras estão encerradas também para viajantes de Portugal.

A chanceler, Angela Merkel, e os 16 governadores de estado alemães concordaram, na quarta-feira, em prolongar a maior parte das restrições de encerramento do país até 7 de março, embora as escolas e cabeleireiros possam abrir mais cedo.

Os estados fixaram um novo objetivo de 35 novos casos por 100.000 habitantes por semana antes de deixar reabrir pequenas lojas, museus e outras empresas. Esse número era de 57,4 este domingo, depois de um pico de quase 200 antes do Natal.

O governador do estado oriental da Saxónia advertiu os alemães para não esperarem o desconfinamento demasiado cedo, tendo afirmado que não pode haver férias da Páscoa na Alemanha este ano. Michael Kretschmer disse ao jornal Bild am Sonntag: "Demasiada mobilidade como resultado de viagens e turismo já em abril seria veneno. Destruiríamos tudo o que temos conseguido desde meados de dezembro''.

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