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Pandemia de Covid-19 condiciona reconstrução de ossário de Sedlec

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Pandemia de Covid-19 condiciona reconstrução de ossário de Sedlec
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Da Peste Negra à Covid-19, os capítulos da história do ossário de Sedlec, na Chéquia, retratam os problemas do mundo, da Idade Média ao século XXI.

Adornada com ossos de mais de 40 mil esqueletos marcados pela peste no século XIV, a macabra capela tornou-se num atrativo turístico. Mas a passagem do tempo ditou a realização de obras de reconstrução no edifício principal, a Igreja de Todos os Santos, e nas pirâmides de ossos que se encontram em baixo e que começaram a ceder.

Um trabalho minucioso, que envolve, entre outras coisas, a limpeza e conservação dos ossos e esqueletos para serem depois devolvidos a lugar original, como explicou, em entrevista à Euronews o o carpinteiro, Petr Cicvarek: "Agora temos de construir a estrutura de madeira da pirâmide e depois temos de preparar o chão com o resto dos ossos."

Com os trabalhos de reconstrução a decorrer, a pandemia de Covid-19 complicou as coisas.

A capela já não recebe meio milhão de turistas por ano, como antes, e a capacidade de gerar receitas diminuiu drasticamente, ditando um futuro incerto.

"O dinheiro desaparece muito rápido. Por isso, mesmo que não quiséssemos usar qualquer ajuda financeira ou subsídio teríamos de os pedir e estamos também a explorar possibilidades junto da União Europeia", sublinhou Radka Krejci, porta-voz do ossário.

As relíquias da capela de ossos, que colocaram a localidade de Kutná Hora, a cerca de 80 quilómetros de Praga, no mapa, aguardam agora por melhores dias, para poderem voltar a mostrar o esplendor.

Jiri Skacel, Euronews - A principal tarefa da paróquia passa agora por encontrar verbas para reconstruir e preservar a herança do ossário.