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Maduro quer "rever" relações com Espanha

Nicolás Maduro (arquivo)
Nicolás Maduro (arquivo) Direitos de autor Matias Delacroix/AP
Direitos de autor Matias Delacroix/AP
De  Teresa Bizarro com AP
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O presidente da Venezuela não gostou da visita da ministra espanhola dos Negócios Estrangeiros a refugiados venezuelanos na Colômbia

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A visita da ministra espanhola dos Negócios Estrangeiros ao principal porto de entrada de refugiados venezuelanos na Colômbia não caiu bem em Caracas. Horas depois da chegada da diplomata a Cúcuta, o presidente da Venezuela anunciava que as relações com Espanha iam ser revistas. "Já basta!", disse Maduro.

"Vamos rever exaustivamente toda a relação com Espanha, a todos os níveis. Basta de agressões!", disse Maduro perante o Congresso dos Povos do Bicentenário, que foi transmitido na televisão pública. 

O presidente venezuelano garantiu ainda "responder energicamente a qualquer agressão que venha, seja em palavras, seja em acções, seja diplomática, seja política".

Na Colômbia, questionada pelos jornalistas, a ministra espanhola dos Negócios Estrangeiros não quis alimentar polémica. Arancha González Laya diz que a visita à Colômbia não é uma crítica a Maduro e garante que Madrid não vai fechar a porta ao diálogo.

"Não estou aqui para criticar a Venezuela nem para dar lições à Venezuela", disse a chefe da diplomacia espanhola acrecentando que quer "tentar, juntamente com a comunidade internacional, dar uma resposta aos cidadãos venezuelanos que decidiram deixar o seu país e vir para a Colômbia em busca de uma vida melhor".

Arancha González Layaaproveitou o momento para considerar que a expulsão da embaixadora da União Europeia em Caracas anunciada na quarta-feira passada, não ajuda no trabalho de diálogo para resolver a crise venezuelana.

Segundo dados oficiais, há pelo menos 1.748.000 venezuelanos na Colômbia, o que o torna o principal destino dos mais de cinco milhões que deixaram o país.

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