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Infravermelhos mostram comportamento dos aerossóis

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De  Ricardo Figueira
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Imagem de infravermelhos
Imagem de infravermelhos   -   Direitos de autor  TVE
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Esta é uma cena de todos os dias, embora com a pandemia de Covid-19 se tenha tornado mais rara: Duas pessoas sentam-se à mesa, frente a frente, para partilhar uma refeição.

Como são os aerossóis que emitimos para o ar e podem transportar o vírus? Uma equipa da Televisão Espanhola (TVE), com a ajuda de cientistas quis mostrar isso mesmo, graças a uma câmara de infravermelhos.

Segundo o virologista Antonio Alcamí, do Centro de Biologia Molecular Severo Ochoam o vírus pode ficar no ar devido às microgotículas: "As gotículas com mais de 100 mícrons caem rapidamente, a uma distância próxima de nós, e contaminam as superfícies. As inferiores a 100 mícrons ficam nos aerossóis e ficam mais tempo no ar", explica.

Outro ambiente fechado: Um elevador. Os três ocupantes usam máscara, mas mesmo assim podemos ver os aerossóis quando falam. São gotículas que ficam no ar durante minutos ou mesmo horas. Sergio Marcos, diretor de um laboratório de microbiologia explica como reduzir o risco: "Devemos usar sempre a máscara, mesmo quando não estamos com outras pessoas. Se estou num ambiente fechado e tiro a máscara, solto as partículas para o ambiente e essas partículas ficam no ambiente".

Também essencial é arejar os espaços fechados. Segundo os especialistas, os aerossóis funcionam como o bafo de fumo de alguém que está a fumar e que a máscara deve sempre estar bem ajustada ao rosto.