Última hora
This content is not available in your region

Reações à vacina da AstraZeneca são "graves" mas "raras"

Access to the comments Comentários
De  Teresa Bizarro com Lusa
euronews_icons_loading
Diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, o presidente do Infarmed, Rui Ivo, e o coordenador da task-force para a vacinação contra a covid-19, Henrique Gouveia e Melo
Diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, o presidente do Infarmed, Rui Ivo, e o coordenador da task-force para a vacinação contra a covid-19, Henrique Gouveia e Melo   -   Direitos de autor  TIAGO PETINGA/LUSA
Tamanho do texto Aa Aa

Portugal tinha feito prova de confiança na vacina da AstraZeneca na sexta-feira, mas nem três dias depois suspendeu a utilização da substância - seguindo os passos de grande parte dos países europeus. O Infarmed, aautoridade portuguesa do Medicamento, justifica a medida com a revelação de novos casos de coágulos em pessoas que receberam a vacina do laboratório anglo-sueco.

Para a Diretora-geral da Saúde, trata-se de uma medida de precaução, sem razões para alarde.

"Se foi vacinado, mantenha-se tranquilo. Estas reações são extremamente raras e no nosso país não foram reportados fenómenos semelhantes aos encontrados nos outros países", afirmou Graça Freitas acrescentando que "apesar de as reações adversas mencionadas serem extremamente graves, também são extremamente raras”, não estando identificado o nexo de casualidade entre esta vacina e as situações de coágulos sanguíneos registados em outros países.

A suspensão da administração da vacina da AstraZeneca ditou para já o adiamento da vacinação de professores e auxiliares do pré-escolar e primeiro ciclo. Esta fase da campanha deveria arrancar no próximo fim de semana.

Os cerca de 80 mil profissionais retomaram esta segunda-feira o ensino presencial. Não existe para já um novo calendário de vacinação.

"Estes planos estão prontos e são adiados para o ponto em que estas dúvidas deixem de existir”, disse o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, coordenador da ‘task force’ do plano de vacinação.

Em causa estava a vacinação de cerca de 80 mil pessoas, sendo que o processo de vacinação dos docentes e auxiliares de todos os ciclos de ensino iria prolongar-se até ao final de abril.

Gouveia e Melo reiterou, porém, que “o plano de vacinação prossegue e que se prevê que a primeira fase esteja terminada no final de abril”.

As autoridades portuguesas garantem que o processo é seguro e mantêm o resto do calendário de vacinação contra a Covid-19, nomeadamentecom a imunização, de pessoas com mais de 50 anos com outras doenças.