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Recomeçar a vida a partir de Lesbos

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De  Apostolos Staikos
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Lesbos
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Na ilha grega de Lesbos, nem todos os refugiados vivem em tendas. A ONG "Sunshine" criou um programa de alojamento para os refugiados mais vulneráveis, como é o caso de Hamideh Bateri e os filhos

Hamideh tem 42 anos. Deixou o Afeganistão para fugir da Guerra. O marido e o filho mais velho partiram primeiro e conseguiram chegar a Estocolmo. Hamideh diz que ela e os outros três filhos estão presos na ilha há dois anos. Esperam, em breve, conseguir asilo na Suécia.

A família de Hamideh tem direito a um quarto com três camas e partilha o resto da casa com a família de Didarali Satehi, também do Afeganistão.

Didarali tem 33 anos e sente que está na altura de deixar a ilha. Ficou com a família no campo de Moria durante nove meses. É um período que não quer recordar. Agora, nesta casa a situação é muito melhor, mas não quer ficar em Lesbos. Lembra que os filhos têm de ir à escola e que ele tem de trabalhar. Diz que o futuro está na Alemanha".

O programa de habitação da ONG "Sunshine" começou em 2016 e é agora financiado pelo Ministério de Migração e Asilo da Grécia.

Atualmente, 700 requerentes de asilo vivem em 103 apartamentos em Mytilene ou perto da cidade. O arrendamento das casas ajuda a economia local.

Konstantina Kalampoki, coordenadora do programa, diz que a iniciativa é importante porque oferece segurança e boas condições de vida às pessoas vulneráveis que viveram nos campos. “Os requerentes de asilo precisavam de proteção e agora estão seguros e têm acesso a serviços públicos como os hospitais.”, defende Konstantina Kalampoki.

Neste momento, menos de 10 mil refugiados e migrantes vivem em Lesbos. Nos últimos meses, mais de 1.100 trocaram a Grécia pela Alemanha. E este é o sonho de dezenas de famílias que continuam na ilha.